segunda-feira, novembro 08, 2010

Entrevista Mês de Novembro/10



REVISTA JORRES
ENTREVISTAS & CONQUISTAS


2ª Edição: Novembro/2010

Bruno V. F. Abranches

     


J - Fale um pouco sobre o Bruno...


B: O Bruno... é um cara... é difícil de falar da gente né, é um cara que ta mais sossegado com a vida, deixou de se preocupar com muita coisa... detalhes mais fora da vida pessoal. Sabe, o Bruno hoje ta mais passivo do que ativo até nas questões da vida. Hoje, sabe... o que vai acontecer hoje (dia da viagem), as vezes sejam uma das coisas que o novo Bruno está querendo fazer, sabe, um dos sonhos do novo Bruno de querer mudar realmente toda aquela vida de ficar parado esperando as coisas acontecerem na minha vida. Por muito tempo eu fiquei esperando as coisas acontecerem na minha vida, esperava que as coisas viessem a mim, que as coisas mudassem, mas eu não fazia por onde. Eu falo que talvez os últimos dois anos que eu fiquei parado, tanto de amizade tanto de relacionamento, sabe, eu parei, fiquei dois anos parado como que vegetando. Talvez tenham outras coisas que eu tenha desenvolvido, mas esse ano eu falei que eu quero mudar, eu quero tomar um rumo pra minha vida, quero fazer assim, assim, assado e hoje o Bruno ta assim, um Bruno mais passivo, que antes era um Bruno que fazia varias coisas, sabe, ele corria atrás das coisas. Eu não tinha medo de ir atrás das coisas, parei por um tempo, não sei por que parei, talvez seja por desanimo, não sei porque, mas agora eu quero voltar, voltar a fazer as minhas coisas, as coisas que eu quero fazer, realizar os meus sonhos. E esse ano sabe, foi um ano muito difícil de começar a querer mudar só que esse é um dos primeiros passos que eu quero pra mudar e eu espero que tudo que eu aprenda seja pra eu dar mais valor a tudo o que eu estou deixando aqui, as coisas que eu deixei passar, sabe, de família, amigos que eu deixei de dar valor por um tempo, e eu espero que eu consiga acordar agora para a vida.
Agente aprende com o sofrimento...



J - Qual a decisão mais difícil que você tomou até hoje?


B: Hum... a de viajar, foi difícil, pois sabe aquele negócio de por exemplo, as coisas de querer mudar tudo, até então eu estava deixando as coisas acontecerem. Que nem no “trampo” as coisas estavam indo bem, em outras áreas não, mas no trabalho eu amadureci... Mas com a decisão que eu tomei de viajar, realmente eu não sei o que vai acontecer daqui pra frente, de
quando eu voltar ou do que vai acontecer, é “mó” difícil você sair de um lugar que você esta bem, e não ter certeza de nada depois... Sabe aquela zona do conforto? (Risos) Sabe quando você fala: “Eu quero mudar,então eu vou mudar e começar por ai...” (Risos)

J - E a Família JORRES, o que significou pra você?

  

B: O JORRES em si, aliás, o Grupo JORRES foi uma da primeiras coisas que aconteceu para mim, na questão da caminhada e tudo, em questão de vida, na amizade, Família e tudo o que eu sou hoje, como alguns detalhes que também não são bons, foi por ele. Até eu estava conversando com o Pe. Lídio, que muitas das coisas que eu, Bruno, como jovem, hoje pensei em fazer e ir lá na frente e fazer e não ter medo de demonstrar alguma coisa, eu aprendi com o JORRES.
Agente foi uma família, que foi se preparando para a vida, tanto na parte que agente brincava até a parte do trabalho, brigas e em questão de relacionamento.
Tristeza, eu não tenho tristeza com o JORRES, pois a minha tristeza não foi pelo grupo, foi a minha situação com outras situações pessoais, daí que eu falo, foi “besteira Bruno”, pois o JORRES foi escola, família, e esta na minha formação. Se eu pudesse voltar eu não tiraria nada daquilo que agente viveu, só agiria diferente nas minhas atitudes, com as decisões que tomei, com a questão “vou abandonar por isso”, por que não era motivo real, é coisa de relacionamento pessoal, coisa de Bruno e não com o Grupo de Jovens. Teve um tempo que eu quis voltar, só que quando eu quis voltar já não estava mais conseguindo encaixar a questão de tempo, aí depois das coisas que estavam aparecendo... Mas em uma conversa com o Kauê (INSG), dizíamos: “Se eu soubesse aonde agente aprendeu a gostar tanto da igreja, aonde foi que plantou aquela sementinha, eu pegava e ensinava para todo mundo”. Porque o que somos hoje foi fruto daquilo de muito tempo atrás, e que muita gente que hoje entra, não consegue passar e nem mostrar aquela semente, aquele primeiro amor que tivemos...


J - Para você, Bruno, qual foi o momento mais marcante que viveu no JORRES?

B: Foi no início de amizade para JORRES, e foi coisa bem simples, coisa de JORRES mesmo e coisa ainda de infância. Estávamos na casa da Aline em um aniversário, eu, o Edson a Renata e o Carlos (ex JORRES), agente se ajoelhou ali na laje e começamos a rezar, e olhávamos para o céu, víamos as estrelas... Era coisa de infância ainda, de jovens sabe, e foi uns dos momentos que eu comecei a sentir DEUS como JORRES, parece coisa pequena, mais foi um momento que marcou muito. Como eu disse, parece coisa de criança, coisa que agente estava aprendendo ainda.


 
J - Deixando de falar um pouquinho do JORRES, vamos falar de algo que fez parte da sua caminhada também, o Effatha. No que a banda te ajudou?
 

B: Olha, se não fosse o Effatha, eu já tinha saído da igreja, digo da igreja assim, tinha parado de servir totalmente. Porque chegou um certo momento que eu me decepcionei com certas coisas, de organizações da igreja e tudo mais, eu me decepcionei, e se não fosse o Effatha ali, as conversas, os momentos de orações que tínhamos nos ensaios, tenho a certeza que nem na liturgia estava servindo mais, pois eu só servia na liturgia com a força e com os momentos que eu tinha com o Effatha. Sabe, eu estou servindo aqui, mas não pelo que estou recebendo aqui da igreja, mais pelo o que nós como Effatha estávamos conseguindo chegar junto de DEUS daquela forma, porque vocês sabem, o pessoal mais antigo sabe como que é difícil agente trabalhar, ou fazer algo para igreja e que as pessoas não consegue entender, e as nossas pastorais (Risos) são sempre as mais complicadas.
 

J - E qual é o seu relacionamento com os membros da banda? Nome completo, idade, a ficha completa.rs
 

B: Nome completo eu não sei (Risos), eu só sei o primeiro e o ultimo nome, pois tem aqueles que eu tenho mais afinidades e outros não... Nos últimos dias começamos a criar um vinculo de família, pois qualquer coisa que acontecia rolava email, email e mais email. Era sonho de um que aí já se ligava com o outro... E à um mês atrás aconteceu a tarde de louvor na INSG e naquela semana começou acontecer um monte de tribulações nos membros da banda e o pessoal se ligava e alguns começaram a ficar doente. Como na noite de sábado para domingo, O Luiz a Dé e eu sentimos os mesmos sintomas no estômago e não era coisa normal, sei lá, parecia sobrenatural, dores no mesmo lugar e os mesmos sintomas de dor. E foi ai que começamos a ver que estávamos ficando unidos como família e ficar ligados naquilo que Deus quer mostrar para gente e naquilo que o inimigo quer tirar da gente... E hoje eu falo que o vínculo de família que temos me ajudou a não desistir de muitas coisas e querendo ou não o pessoal do Effatha é um pessoal mais velho e de caminha também, então são altos e baixos constantes, e sempre um ajudando o outro, pois se um cai tem o outro alí para segurar e é legal que tem um monte de diversidades e muitos altos e baixos. 

J - E os nomes? rs

B: (Risos) Eu vou começar pelas Meninas: Tem a Dé, a Má (Marcelina) e a Camilinha, (Vocal) e os Meninos são o Rafa e o Kauê na percussão, o Fabinho (batera), Eu (vocal), o Luiz (voz e Violão), Renê (Baixo) e o Xandy (Guitarra), e o Allan está com agente nos teclados. E o Rodrigo (Itapecerica) está com agente também, só que com pouco de tempo pelas correrias da faculdade.
 

J - E para você como músico, qual é a importância da música para a evangelização?
 

B: Eu acho essencial, porque jovem é aquilo, jovem não consegue ficar parado só escutando pregação o dia inteiro, eu mesmo não consigo, pois muitas músicas as vezes consegue chegar onde uma palavra não consegue. É tudo um conjunto, porque Deus toca no coração de uma pessoa através da música! Ele é tão perfeito que com a música que Ele faz, aquelas especificas, que Ele coloca letra e melodia, aquela letra consegue tocar no seu coração de uma forma tão especial que nenhuma pregação de 2 horas conseguiria tocar do que uma música de 4 minutos consegue tocar.
 

J - Qual foi o momento que você se decidiu em cantar para DEUS? 

B: Eu comecei a ter interesse por cantar quando eu era coroinha, agente participava dos ensaios, sabe aqueles coroinhas ratos de sacristia que não saem por nada? (Risos) Eu e o Fê, agente fazia tudo junto e teve uma época que começamos a revezar, uma época que eu ficava no altar, na outra ficava no coral da liturgia, e depois de um tempo comecei a ter amizades com as meninas, Marilia, Karina, Aline, a Janaina e a Carol, que também eram coroinhas e cantavam no coral daquela época, ai começamos a conversar e tal e comecei a gostar de fica no coral. E eu não fazia mais nada, só ficava no coral... E vocês podem perguntar pro pessoal que a única coisa que eles escutavam era o som de “S” (kikikiki), só saia isso, e não a música (risos). E depois de um tempo achei que estava bem grandinho pra ser coroinha e me decidi ficar só na liturgia. Ai eu ficava por ficar, e não tinha aquele negócio do coração, pois agente cantava por cantar. E teve um dia que eu estava saindo da igreja com as meninas (Marilia, a Karina a Aline e o Thiago também) que já fazia parte do ministério de música do grupo de Jovens. E naquela época o pessoal tinha aquela coisa de falar do grupo de jovens, que eles fazia só coisas erradas, e eu era todo certinho e não ia no grupo de jovens, mas esse pessoal já participava, e um dia estávamos saindo do ensaio da liturgia e o Alex falou que teria um ensaio do ministério de música e ali ele me chamou para cantar no mistério, daí pra cá comecei a participar do ministério do JORRES, e daí pra frente a história começou a mudar, porque até então na liturgia em si, cantávamos aquela coisa regrada, pois nela não tivemos uma formação explicando o porque de se cantar na liturgia, e o Alex como ministro de musica... Meu, ele tem o dom de ministrar, pregar e pra te ensinar, você não tem noção!
Então comecei a pegar amor pelas coisas do ministério JORRES, e no grupo tinha vários momentos de oração na famosa “salinha branca”, onde tínhamos oração e oração, e que aquilo nos enchia mais, e aquilo começou a fazer agente tomar gosto pela música, pois DEUS tocava de uma forma nas formações, nas pregações, que eu sentia através do Alex aquele amor que ele tinha pela musica, e aquilo começou a fazer com que eu gostasse da musica, e sentir também que a música é capaz de mudar a vida de uma pessoa.Eu tenho 03 pessoas em especial que vou levar sempre comigo pois me ensinaram muito como ser músico, que foi o Alex que me ensinou de mais na parte espiritual e de músico, e se não fosse ele me convidar naquela época a participar do ministério JORRES, eu não sei se continuaria seguindo.
Tenho também em especial o Mauricio, por tudo que ele fazia como músico e por ser um espelho... a seriedade dele fazer tudo certinho, o amor que ele tinha em cantar...E também o Thiago, pois se ele não ficasse no meu pé, falando “vamos lá, vamos lá...” E tinha hora que dava vontade até de xingá-lo, embora você sinta tanto amor por aquilo, as vezes você não se sente capaz, e depois você consegue enxergar que não é só técnica que te leva a fazer as coisas para Deus, pois você precisa mais do dom do que de técnica.
 

J - Você já compôs alguma musica, Bruno? 

B: Ainda não, eu consigo compor a melodia, eu consigo imaginar a melodia, mas a letra eu não consigo encaixar na melodia.
 

J - E se você fosse compor uma música, você gostaria que ela falasse do que?
 

B: Seria sobre amizade e sobre o Espírito Santo. São dois temas que eu gostaria de compor.
Porque um dos males que mais fere a Juventude hoje é relacionamento, tanto em amizade como na parte afetiva.

 

J - E quem hoje é referência na música católica pra você?
 

B: É difícil dizer por ser vários, pra mim, ministério é Vida Reluz, é o ministério desde os primórdios, a minha música de conversão foi “Confia em Mim” do Vida Reluz. Por que quem tá na igreja, tem aquele momento de conversão, mas a minha não foi assim dentro da igreja, a minha foi do nada. Eu era criança ainda e me falaram que o pessoal do Jardim Helena da Paróquia Nossa Senhora Aparecida iria fazer um evento no Cemur e que iria o Vida Reluz. A minha prima na época participava do Grupo de Jovens, ela que me chamou pra ir e falou “Vamos que vai ser legal”, nunca tinha escutado, só tinha escutado algumas músicas na Missa, só. Ai quando o pessoal começou a cantar no show aquela musica “Confia em Mim”... Nossa Senhora... foi a primeira vez que eu senti o Espírito Santo agindo! Eu comecei a ficar todo arrepiado e senti a musica tocando em mim!
 

J - E você poderia cantar um trechinho que mais te marca desta musica?

B: Está com saudades de ver o Bruno cantando? Então assista! 


J - E como você consegue conciliar o seu trabalho com o seu servir?

B: Meu, é difícil porque assim, a gente prega uma coisa na obra que é totalmente diferente que o mundo prega pra gente lá fora. Mas chega um momento que você fala assim: “O que eu sirvo? Eu não estou servindo ao meu trabalho, a minha prioridade é ter minha obra aqui na igreja, a minha obra como Cristão, é isso que eu quero servir”. Por mais que sejamos falhos, então, tem um momento que no serviço você tem que ser aquele cara político “Oi Oi, Tudo bem? Legal...” e começar a fugir de certas ocasiões que possam fazer mal pra gente. Sabe, quando você consegue chegar a essa situação, a gente sendo homem e tudo mais, pra mulher é diferente, mas a gente sendo homem a gente sabe as coisas que acontece, sabe o que os homens falam, papo de homem é o mesmo em todo trabalho, a gente sabe como é difícil controlar tudo o que a gente fala. Então chega um momento em que você começa a impor respeito pelo que você é, pelo que você prega, que tal assunto não é legal, não é respeitoso falar perto de você, então as pessoas começam a respeitar a sua opinião. É legal porque, quando teve a Sexta Feira Santa, os três anos que eu participei da Encenação como Jesus, eu tinha ficado “meio” caracterizado porque minha barba não cresce de jeito nenhum (risos) então eu deixava a barba crescer. Então o pessoal no serviço perguntava “O que é isso? Você quer deixar a barba crescer pra que? Tá todo desleixado”. E eu começava a falar que eu iria participar da Encenação, e o pessoal perguntava “Você participa?” Eu falava que participo, faço parte de um ministério de música, daí o pessoal começava a ver e falar: “O cara é diferente”. É interessante porque às vezes até pessoa que não chegava muito perto de você, começa a chegar em você pra pedir um conselho pra certas coisas da vida pessoal, só pelo fato de você não ter medo de demonstrar o que você é realmente, não ter vergonha de falar que “eu sou de Deus, sou jovem, mas faço coisas pra Deus”.
 

J - E o que você acha dos artistas católicos que gravam CDs em gravadoras seculares?

B: Tem muita gente que diz que é contra, que vira banalização, que vira show, mas eu não acho isso, nós estamos numa época que devemos usar de todos os artifícios pra chegar às pessoas. Então eu acho que tá tão difícil chegar aos corações das pessoas que qualquer artifício que nós temos e que nos ajude a chegar às pessoas, a gente tem que usar. Sabe não é porque é uma gravadora secular, como uma “Som Livre” que nós iremos dizer “Eles são seculares, então não quero trabalhar com eles, eu só vou trabalhar com uma gravadora religiosa como uma Codimuc, Paulinas”.
Não, se os ministérios têm a oportunidade de estar numa gravadora secular que querendo ou não consegue abrir pra milhões e milhões de pessoas de uma forma bem mais abrangente que uma gravadora menor faria, sem dúvidas nenhuma, vá em frente. Sabe, por que Deus não é um Deus pequeno, nosso Deus, Ele não quer as coisas pequenas, então a gente não tem que ter medo de fazer as coisas grandes pra Deus. Ele não vai julgar a gente por estar numa gravadora secular, Ele vai dizer “Você teve a oportunidade de anunciar pra mais pessoas e você não quis”. Agora é aquilo, tem as diretrizes, por exemplo uma gravadora católica tem as suas raízes, tem a sua estrutura e tem o pensamento dela. Secular, querendo ou não está visando lucro, mas cabe saber o que querendo ou não a banda ou o ministério que for gravar numa gravadora secular vai conseguir lucro e tudo mais, mas entra naquela parte, “nós estamos dando a parte de “Cesar” só que nós estamos conseguindo tocar no coração das pessoas” e por mais que as pessoas digam que o Pe. Fábio ou Rosa de Saron estejam se tornando seculares, só que todo esse lucro que eles estão tendo, eles não revertem só pra eles, é revertido pra trabalhos pra que continue a evangelização, é isso que a gente tem que olhar.

 

J - Com relação ao Quarteto (Bruno, Fê, Régis e PH), o que você vai levar pra sua vida e pra sua caminhada?

B: Foi uma das maiores graças de amizade que eu tive. Uma das maiores besteiras que eu tive foi como “Bruno”, por coisas bobas querer me afastar. E eu me afastei da amizade do Quarteto por questões pessoais.
Eu me arrependi muito, mas eu precisei muito me afastar, mas eu fui muito orgulhoso em não chegar e conversar, falar o que precisava e eu vi que vocês também precisavam e eu não tinha coragem de chegar e conversar.
É tudo muito um aprendizado, pra mim não morreu a amizade, mas sabe aquela coisa de que vai amadurecendo.
Sabe, esses dias eu estava mexendo no meu Orkut e tirando algumas fotos e percebi o quanto de coisa que eu deixei pra trás e deixei passar, e me arrependo.
Não teria sido necessário fazer isso, porque cada um tem a sua essência e eu sempre fui o cara mais desapegado, aquele que não demonstra que sofre tanto, mas é o que mais sofre, então pra mim se tudo tivesse continuado da mesma forma, eu teria tomado essa decisão de não ter medo em fazer certas coisas, de mudar e de me desapegar. Sabe, eu me arrependo de ter tomado essa decisão de me afastar de vocês e de todo mundo só por uma questão pessoal.

 

J - E pra finalizarmos, nós gostaríamos que você deixasse uma mensagem bem especial para os seus amigos, para o Effatha e para o JORRES.

B: Sabe, pro pessoal das antigas, a primeira coisa que eu queria pedir é desculpas... por ter sido tão ignorante e por não saber separar as coisas... e falar que tudo que eu sinto de amizade e tudo o que eu aprendi, eu não joguei fora, está no meu coração. Eu tenho amor de amigo por vocês todos. É que o Bruno é cabeção, às vezes é orgulho, embora tenha vergonha de falar... È complicado falar... (pausa)
Sabe, pedir desculpas por ter me afastado por coisas que não tem sentido ainda mais com uma amizade tão bonita... Então pro pessoal das antigas, desculpas pelas besteiras, por ter sido ignorante, por ter sido falho, por não dar valor...
Que nem, o que aconteceu no sábado... sabe as vezes fui tão ignorante por não saber enxergar as coisas e mesmo assim o pessoal ainda chegava e estava ali...
A palavra que eu tenho é só desculpas...
Família Effahta, obrigado por ter me acolhido... por ter tido paciência comigo com os erros, pelas minhas falhas de Bruno, obrigado por conseguir me segurar e não deixar eu desistir na caminhada. Por mais que todos nós, todo esse tempo que eu estou com o Effatha, todos tivemos altos e baixos. O ministério de música sempre que tocava era atiçado pelo inimigo pra dar tudo errado, todos os ministérios que estão a frente da evangelização principalmente o ministério de musica.
Então tudo o que a gente passou de dificuldade, de querer desistir... Então, muito obrigado pela força, pelos conselhos, pelos carinhos, pela amizade e pelo companheirismo e que se não fosse vocês nessa ultima fase que passei, eu acho que não conseguiria ficar firme.
Galera do JORRES, pessoal da antiga, pessoal que já passou pessoal que está ainda, pessoal que está entrando, sabe, não desistam jamais. Pessoal que já passou, vocês sabem realmente o que o JORRES representou na vida de cada um e que a semente que foi plantada que nunca morra. Pessoal que ainda está, que sejam firmes, não desistam. Como, eu não desisti, querendo ou não, eu quero estar junto ainda só que o meu problema é questão de tempo agora. O pessoal que estão trabalhando hoje, não desista, há muitas obras que precisam de vocês, da força de vocês, da palavra de vocês. Não desistam, que o Amor que a gente descobriu, vocês consigam passar para mais pessoas. Pessoal que tá chegando agora, sejam bem vindos, não tenham medo de serem diferentes, não tenham medo de achar que vocês vão passar vergonha diante do pessoal do mundo lá fora, a coisa mais bonita é ser um jovem de Deus. No começo você vai ficar com um pouco de vergonha porque é diferente porque todo mundo fala que você é diferente.
A melhor coisa é você estar perto de Deus e estar com amigos que também são de Deus... Não desistam, fiquem fortes na caminhada...


J - Então é isso, obrigado Bruno, boa viagem e a gente se encontra por ai. Deus o abençoe.
 

B: E é isso, a gente se encontra no Twitter, no Facebook, no Orkut... (risos)




 

Veja também todas as fotos desta entrevista!


Edição, Redação, Fotos e Idealização: Ministério Jorres de Comunicação

Deus abençoe a todos os nossos leitores, ;D

3 comentários:

  1. Nossa! Essa entrevista me fez recordar de tanta coisa boa, rs... é bom tocar às raízes novamente e reviver esses momentos... Obrigada por permitirem isso. E obrigada Bruno por ter feito história em nossas vidas!

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  2. Galera! Durante a entrevista, todas as perguntas me fizeram parar e refletir... como eh bom voltar ao passado e enxergar as maravilhas que Deus realizou e continua a realizar em nossas vidas!!!

    Saudades vcs!!!!!!!!!!!!!!!!!

    "Perto esta quem mora dentro do coracao!"

    Grande abraco e fiquem na paz!!!!!!!!!

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