J: Quem é o Luis Fernando Ribeiro? Fala um pouco de você para nós.
LF: O Luís Fernando é um jovem que busca aproveitar a vida, tenta aproveitar a cada momento, e as coisas que Deus pôde oferecer, pôde dar a ele. É uma pessoa que tem seus defeitos, suas falhas, mas acredito que busco sempre o ser bom. Busco tentar fazer a diferença. Sei que isso só quem pode avaliar são os outros. Mas é algo que acho que sou... Que busca alguns ideais sonha muito tanto na questão religiosa, viver cada vez mais as coisas que Deus têm, mas também na vida profissional, na vida afetiva, busca ser muito alegre. Embora saiba que tem desafios na vida pra tudo isso, que são as cruzes da nossa vida, mas é para carregarmos. Então é isso, o Luis Fernando é isso. Busca viver a vida, aproveitar a cada momento!
J: Conta um pouco do início da sua caminhada...
LF: A minha caminhada começou no ano de 1997, mais ou menos. Era uma época que meu irmão participava do Grupo de Jovens. E algo que me marcou muito, foi uma vez que um pessoal que tinha uma banda que era conhecida como A BANDA, e lembro uma vez que eles estavam ensaiando e estava mó galera, e o Junão estava conduzindo um louvor com eles (isso porque era um ensaio), e todo mundo lá louvando, nossa aquilo ali me marcou de mais, senti uma alegria de Deus ali. No ano de 1998 entrei na catequese, na verdade não queria entrar, mas entrei. E foi ali que comecei minha caminhada... Acabou minha 1ª eucaristia, fui para a perseverança, entrei no acolitato, me tornei coroinha... Ali eu comecei a valorizar mais as coisas do altar, a valorizar a Santa Missa. Depois eu entrei no crisma, que foi onde eu conheci a todos vocês. E foi a época que o Carlos chegou fazendo uma revolução com a gente, a Carol Biscoito, a Marília estavam participando do Grupo, e nos convidou para participar um dia... Acho que foi mais ou menos isso. Aí eu fui, apesar de já ter participado com meu irmão quando eu era mais novo, mas aí foi realmente quando eu comecei a participar do Grupo de Jovens. Não lembro exatamente na época quem eram os coordenadores, acho que eram o Alex, o Maurício, o Éder... Cheguei a pegar um pouco da época do Marconi também. E foi aí. E digo que o Grupo de Jovens foi onde eu comecei a me conhecer como Cristão, como Católico, e foi ali que eu comecei a minha vida espiritual. Lembro que quando eu estava na perseverança, no crisma ou até servindo no altar eu levava as coisas não tanto com o coração não tinha um valor, gostava de estar ali, mas não conhecia muita coisa. E foi ali que eu aprendi a Amar, foi ali que eu conheci a Deus primeiramente, comecei a ter intimidade com Deus, ter uma espiritualidade que ainda busco hoje, procuro fazer a diferença no mundo hoje, viver a radicalidade de viver a santidade. Isso me marcou muito dentro desse Grupo de Jovens, e me deu caminho para conhecer inúmeras coisas. Meu início de caminhada foi marcado por esses passos.
J: E sua entrada no Grupo de Jovens...
LF: A primeira vez que eu fui ao Grupo de Jovens, ele ia completar ainda um ano, os fundadores já não estavam mais. Mas ainda estavam o Silvano, o Jeferson e algumas pessoas que estavam começando na caminhada como por exemplo meu irmão, a Elieuza, a Eleni... Lembro muito dessas pessoas. E nesse dia eles estavam fazendo como se fosse uma entrevista, e eles faziam umas perguntas e estavam naquele dia o Sr. Abel e a Dona Angelina. E depois tiveram uns dias que fiquei afastado, e lembro que com meus nove anos voltei a freqüentar de novo e voltei a andar com a turma do meu irmão. Lembro também que teve um Grupo de Jovens que tinham mais ou menos 100 jovens e estavam todos no salão... E eles fizeram uma roda e iam passando perguntando o nome e idade de cada um. E no momento de Louvor era uma bagunça só, era só alegria e eles cantavam: ♪ Por que Ele vive... Era um negócio meio doido (risos). A grande maioria dos grupos era marcado por uns 80 jovens. O pessoal participava bastante, havia várias faixas etárias, Eu gostava muito de estar ali no meio daquele pessoal. Até que minha mãe achou melhor eu não continuar mais, acho que porque eu era muito novo... E depois disso eu até peguei um pouco de raiva da questão do Grupo, mas eu ainda admirava muito. Aí só depois quando eu comecei a Crisma voltei.
Já se fazem 13 anos...
Já se fazem 13 anos...
J: E o que você sentiu quando foi chamado para a Coordenação?
LF: Essa questão da entrada da coordenação é até muito engraçado. Porque o meu irmão foi coordenador do Grupo de Jovens, e o pessoal até falava: “Ah você vai ser o próximo coordenador, tem que continuar, é a herança do irmão”. E eu falava que não, mas me batia um pensamento legal... Pensava de como seria. E eu ficava pensativo. E bem na época que teve um aniversário no Grupo, o Alex veio me convidar. E foi uma época que eu não estava muito legal... Eu estava namorando uma garota da empresa e estava aproveitando. E eu disse para o Alex que eu não tinha certeza, que precisava pensar... Não estava bem com a minha fé. Aquilo estava sendo algo muito legal pra mim, ela era mais velha, mas eu tinha muito medo ao mesmo tempo, mas era tudo novidade. Aí por providência de Deus, terminamos esse namoro. Fui me levantando, fui vendo qual era meu caminho, dizia que queria me levantar, me doar um pouco mais, e me lancei, aceitei o desafio... E foi assim que entrei pra coordenação do Jorres.
J: Quais as músicas que fazem parte da sua história?
LF: Eu digo que eu tenho muitas músicas que fazem parte de alguns momentos da minha vida, mas têm três músicas que marcaram minha história. A primeira é aquela “Eu quero estar em tuas mãos ó Pai, eu quero depender de ti”, eu a ouvi no primeiro retiro espiritual do Jorres, lá na casa do Padre em Juquitiba, eu nem fazia parte do Grupo ainda, mas minha mãe tinha ido ajudar... E aquilo me intrigou bastante, eu me perguntava: “Como era isso, como é depender de Ti?” e isso me marcou muito. E quando eu comecei a caminhar mais foi aquela assim: “Sei, que o teu coração dói, sei que o mundo te destrói...”, ela marcou, dependendo da situação eu a cantava, e ela me revigorava. E até hoje ela faz parte de mim, quando eu estou triste, quando acontece alguma coisa eu canto ela, ela acaba sendo minha música de oração. E a terceira música, foi mancada, é aquela que vocês usaram no vídeo:” E agora sem forças, eu sou prisioneiro do mais belo amor...”. E ela até me lembra um pouco da primeira, de ser rendido ao amor de Deus, estar nos braços do Pai, é uma declaração, né? “E agora sem forças”, e como Pedro disse: “Senhor aonde iremos nós se só Tu tens palavra de vida eterna!” E eu não me imagino em outro lugar.
J: Ontem foi um momento marcante da sua vida, assim como você teve o convite de entrar, você teve a decisão de sair... Como foi isso para você, porque essa decisão, logo em um momento em que estamos estruturados?
LF: É até um pouco engraçado, já ouvi até uma frase que dizia: “É fácil você largar algo que não está dando certo. O difícil é largar quando está estruturado, tudo bonitinho, é difícil você largar, né!?.” E como eu já disse pra vocês, hoje infelizmente como características da nossa Paróquia, são muitas reuniões, muita burocracia, e se você não tem uma caminhada legal, você corre o risco de cair em uma coordenação de pastoral rotineira, hoje a gente vê isso na nossa comunidade. E eu não queria que a minha coordenação fosse isso... Então eu sai da coordenação, e queria deixar muito mais estruturado. Ainda acho que posso fazer isso, adiantar algo, fazer alguma coisa. Mas essa decisão foi exatamente por isso. Foram quatro anos que eu fiquei na coordenação, foram muitas alegrias, muitas tristezas, coisas boas aconteceram principalmente nesses últimos dois anos. Mas tiveram coisas que no início dos quatro anos me desanimaram bastante, desgastaram, foi cansativo... E depois eu não tentei recuperar. E eu poderia continuar, mas eu descobri uma coisa quando eu tomei minha decisão: Eu me prendo muito a títulos, a palavras. E levando o título de coordenador, eu não conseguia pensar diferente, fazer outras coisas... E quando eu já comecei a me imaginar fora da coordenação, pensei em várias coisas, voltei a sonhar. E eu me perguntava "por que eu não pensava isso antes?" E esses títulos, são só títulos, eu não preciso disso, mas eu me deixei prender um pouco por isso. E eu precisava me dar mais, não estava rendendo quanto deveria render, eu estava fazendo as coisas mais com a razão. E se continuasse desse jeito o Grupo ia ter as suas dificuldades. Até como tiveram coisas que deram impactos por eu agir com a razão. Por isso achei que era o momento de aproveitar que já que está estruturado, estruturar melhor.
J: Quais momentos de oração foram responsáveis pelas suas grandes experiências com Deus?
LF: Um que me marcou muito, foi o 3º Retiro do Jorres, foi um de três dias... E nesse eu ainda era novo, tinha meus 12, 13 anos. E antes de ir para o Retiro eu estava com medo, porque minha mãe disse que não teria TV, e eu estava vendo muita TV na época... (risos), mas quando eu cheguei lá, o ambiente, os momentos de oração, o que era viver um Retiro de três dias, foi muito bom. O retiro foi perto da represa de Guarapiranga... Foi um dos primeiros momentos que tive com Deus. Eu não experimentei tanto, estava ajudando na cozinha, mas dava pra sentir, pra ter uma experiência com Deus. E momentos de oração, acho que todos que fazíamos na salinha... Nosso Grupo de salinha, os momentos de oração que tínhamos ali no Ginásio do Ibirapuera com o Padre Antonello, a CN. Foram muito especiais.
J: Quem são as pessoas que servem de referência na sua caminhada?
LF: Meu irmão, eu admirava muito ele, ele sempre teve muita garra. O Fazer para Deus. Também tem o Junão, que eu via muita espiritualidade, o que ele oferecia no começo do Grupo de Jovens. E têm mais duas pessoas que são o Edivan e o Alex, que sempre trouxeram as coisas de Deus para as realidades que nós vivemos, ajudam muito na minha caminhada. Só de conversar com eles, de olhar para eles, eu já sei o que tenho que fazer.
J: Quais foram suas conquistas com o Jorres?
LF: Eu vivi muita coisa dentro do Grupo. Não só na minha vida espiritual. Tudo um pouco em cada área da minha vida, não só com os temas que eram passados nos sábados, mas também no relacionamento com as pessoas. Aprendi a correr atrás das coisas que eu sonho, aprendi a estudar, aprendi a conviver com as diferenças, e uma série de coisas que o Jorres me ensinou então tudo que a gente vive e experimenta na nossa família, em qualquer parte da vida, o Jorres me ensinou. Nem sempre diretamente, mas sempre me ensinava.
J: Quais foram os maiores desafios que você teve?
LF: Acho que um dos maiores foi quando eu assumi a coordenação, durante o primeiro ano, houve dias que não teve Grupo de Jovens... Eu fiquei com medo do Grupo acabar na minha mão, foi algo muito desafiante, mas eu já estava perdendo as forças. Eu não desisti, mas confesso que esfriei um pouco. Mas graças a Deus vieram outras pessoas que já caminhavam, e novas pessoas que entraram que ajudaram a reerguer o Grupo e que hoje tem participação fundamental na minha vida e na história do Grupo.
J: Um momento marcante que você viveu no Grupo de Jovens?
LF: Gente são muitos... Vivi muita coisa, muita história. E muitas coisas me aproximaram de Deus, e me e mostraram que com Deus vale à pena! Mas os primeiros grupos que eu comecei a participar, cada um era uma nova surpresa... O Maurício era o professor Quaresmal, e o Marconi era o Sussurro divino, era muito bom! Todos esses Grupos eu guardo até hoje, tem muitos Grupos que marcam, que acrescentam muitas coisas... Grupos de salinha, de alegria, de momento de louvor, fazer uma festa... São alegrias de Deus mesmo. Momentos de dinâmicas... E tem as festas, né!? (risos) eu viajava em cada festa que tinha.
J: E agora são novos planos, né? O que você espera dessa nova fase?
LF: Então, eu estava com medo quando eu saísse da coordenação, porque eu não sabia o que eu iria fazer, que caminho eu iria trilhar, e pensei no desafio de pregar fora, não tenho o carisma da pregação, mas o evangelizar... E graças a Deus na nossa Paróquia, na Diocese tem grandes pregadores. Mas eu sou muito paroquiano, gosto da missão de ser comunidade. E eu sempre admirei um trabalho que minha madrinha tem, ela visita algumas pessoas, vai a casa dessas pessoas e prega para essas pessoas. Algumas vezes até fui com ela para conhecer. E pensei então que quando eu saísse do Grupo eu poderia fazer isso. Mas eu ainda perguntava pra Deus como eu faria isso, se eu iria à porta das pessoas e diria que eu vim falar de Deus pra ela, como seria!? E na época do TLC, ainda em oração, eu sempre lembrava das pessoas que já haviam feito o TLC, e quando eu sentia Deus falando isso pra mim, de buscar aqueles que já haviam se encontrado com Ele, eu fiquei muito feliz. E eu estou rezando muito, com jejum, propósitos, para fazer ao máximo a vontade de Deus. Buscar essas pessoas que já tiveram esse encontro com Deus, ir a casa delas, e preparar os caminhos do Senhor, dar meu testemunho, evangelizar, ser instrumento.
J: Deixe sua mensagem para a Família Jorres:
Edição, Redação e Idealização: Ministério Jorres de Comunicação
Deus abençoe a todos os nossos leitores, ;D
Sempre Fê! Senti uma nostalgia bem nostálgica.
ResponderExcluirOi Fê
Como eu gosto dessa pessoinhaaa!!!
ResponderExcluir