ENTREVISTAS & CONQUISTAS
7ª Edição: Abril/2011
Phillipe Vidal
Em meio a esportes, músicas e cristandades, encontramos essa mistura de emoções. Um menino que sonhou, um menino que lutou, um menino que foi um menino. Hoje um homem, um Phillipe, o único.
J: Quem é o Phillipe?
P: O Phillipe é uma pessoa que não busca muito a "formalidade" das coisas. Até pelo jeito engraçado dele, ele tenta fugir daquilo que é formal demais, preferindo o informal. Isso para dar uma certa liberdade para/com as pessoas e ter um relacionamento agradável com todos. E como pessoa, eu ainda estou me descobrindo aos poucos, mas garanto que não é um processo eterno. Não sou muito a favor do pensamento de que tudo na vida é um processo eterno. Por enquanto estou nesse caminho de descobrir quem eu sou, eu sempre vou descobrindo, redescobrindo, esquecendo-me e recordando muitas coisas sobre mim. O Phillipe é uma mistura de muitas coisas, mas eu ainda não descobri quais ingredientes compõe essa mistura.
J: Onde foi que você começou a exercer o seu dom de cantar?
P: Foi no Jorres! Lembro-me que no segundo grupo que eu fui, foram apresentados os ministérios e perguntaram com quais nós nos identificávamos mais. E eu gostei de todos, mas não lembro se foi a Aline ou a Karina que me disse: “Olha você canta razoavelmente bem, se entra no ministério de música”. Na época a coordenadora do Ministério era a Jú, então eu entrei no ministério, sem saber nada de música, porém sempre acreditei no meu dom de cantar. Não tenho muita técnica, mas tenho muita vontade e estou tentando aliar os dois – o dom e a técnica. No começo foi um pouco difícil assimilar isso, porque não é apenas ir lá e soltar a voz, requer zelo pelo dom que Deus te deu, e, eu aprendi isso com a Ju, através do coordenar dela eu via a intensidade do cantar para ela e isso se refletiu em mim. Hoje é uma das coisas que eu não consigo viver sem... É um dom.
J: Qual é o sentimento de retribuir a Deus o dom que Ele te deu?
P: Antes de entrar para a Igreja eu não era apegado à música, tocava um pagodinho na escola (risos), mas sem compromisso. Foi na Igreja que surgiu essa vontade de cantar e esse apreço pela música, e para mim foi maravilhoso conciliar o dom com o meu servir a Deus. Então eu não sei o que é cantar fora da Igreja. Eu gosto sim de música secular, mas hoje eu sei selecioná-las bem. Mas o meu cantar é para servir a Deus e não ao mundo. Essa é a essência da minha participação na Igreja.
J: Fale-nos um pouco sobre suas experiências com Deus durante a sua caminhada e qual foi a que mais te marcou.
P: Em relação à Espiritualidade, todas as que eu tive foram intensas... Comecei minha caminhada logo depois do TLC, com a ajuda da Crisma. Mas eu ainda era muito atraído pelas coisas do mundo, e eu percebi durante minha caminhada que não era bem assim, não era porque eu era atraído pelas coisas do mundo que eu iria empurrar com a barriga as coisas de Deus. E um momento importante que eu me lembro, foi que uma vez estávamos orando na casa do Edivan para arrecadar o Quilo no Bairro, como fazemos todos os anos, e essa foi a única vez que eu Repousei. Foi por uma oração simples, que tanta gente acha banal, mas que me fez ter esse encontro com Deus. E sem falar também na entrada no Jorres, quando eu canto, eu sempre procuro me encontrar com Ele.
J: Um momento bom/ruim que você vivenciou no JORRES?
P: Teve uma época que estávamos um pouco desestruturados (Foi a época que saiu o Alex, e o Carlos já estava pra sair e ficou só o Fernando), e teve um Grupo que o pessoal das antigas: Alex, Sandra, Edivan, Cris e o André. Conduziram todo o Grupo para nós... Eles nos deram um choque, um ânimo. E ali naquele momento eu pude perceber que a história da Família Jorres não tinha chegado ao fim e que não teria uma hora para ela acabar. Foi um momento marcante para mim, momento de restruturação.
J: O que a Família Jorres representa para você?
P: Eu falo para quem quiser ouvir que o Jorres, a Família Jorres me resgatou. Eu sei de onde eu saí, e sei onde eu estava. Sei a gravidade do que acontecia comigo e sei onde eu poderia chegar. Eu sinto uma imensa gratidão por esse resgate por terem me tirado a possibilidade de eu não ter uma vida em Deus e pior ainda, não ter uma vida. A base da minha essência foi a família Jorres que me deu.
J: Você cursa a Faculdade de Educação Física, fale-nos dos seus planos como futuro educador físico e o como é para você estudar os movimentos, e se você pretende usar isso também para o seu Servir a Deus?
P: Professor, de um forma geral tem uma grande responsabilidade, não só com os alunos, mas com a sociedade. Acredito que a partir do momento em que você forma uma criança de uma forma boa (pois você pode formar tanto para o bem, quanto para o mal) você forma pessoas para viver em sociedade, e a sociedade hoje precisa de pessoas boas. E eu tenho um planejamento de vida para a Educação Física. Não somente na área escolar... no formar e no educar. Em relação ao uso da Educação Física para servir a Deus é como eu disse num texto para o Blog (link) eu a usaria através daquilo que ela estuda, pois a partir do movimento humano, você já tem a percepção de que Deus existe... Quem é que fez isso? Quem fez a estrutura desse músculo? Quem fez a estrutura dessa articulação se mover?
Outra área que pretendo trabalhar com a Educação Física é o Futebol, pois é algo que eu sempre gostei. Cheguei a participar de categorias de base (não deu certo porque eu sou muito ruim... risos). Além do mais, com os estudos acadêmicos hoje, estou vendo outras possibilidades. A educação física adaptada, por exemplo, para dar aula para pessoas com deficiência tem me feito pensar bastante . É um leque de opções!
Outra área que pretendo trabalhar com a Educação Física é o Futebol, pois é algo que eu sempre gostei. Cheguei a participar de categorias de base (não deu certo porque eu sou muito ruim... risos). Além do mais, com os estudos acadêmicos hoje, estou vendo outras possibilidades. A educação física adaptada, por exemplo, para dar aula para pessoas com deficiência tem me feito pensar bastante . É um leque de opções!
J: Este ano também Celebraremos a Paixão de Jesus, o ápice da nossa Fé em forma de Encenação... Por quantos anos você já participou? Quais personagens você já fez?
P: Eu tenho oito anos de participação na Encenação da Sexta-Feira Santa, o primeiro ano eu estava na Crisma (2003) e o primeiro papel que eu fiz foi papel de soldado. Depois fui Dimas, Pedro, Pedro novamente, Caifás, Pilatos, Pilatos novamente e agora Jesus... Acho que é uma experiência gratificante, por poder conviver com as pessoas das outras comunidades, conhecer pessoas novas, que buscam a Deus também, e para que possamos ver que não são apenas aqueles que encontramos em nossa comunidade, vai além! Gosto muito de teatro, pela expressão, pelo ritmo, pelo figurino. Enfim, durante esses oito anos pude acompanhar uma evolução da Sexta-Feira Santa.
J: E por fim, como foi para você ser convidado para representar o centro da Paixão, Jesus Cristo?
P: Muita responsabilidade!!! Você fazer a personagem de uma pessoa que te inspira e que para você é a mais importante, requer muita responsabilidade. A vida Dele é o Amor... Para eu representar Jesus eu tenho que primeiramente sentir o que é esse Amor que Ele passou a todos nós. Eu fiquei muito feliz quando fui convidado! Ele é o centro das atenções, e eu não quero confundir isso, como se eu fosse o centro. Tenho a responsabilidade de representa-Lo, mas para transmitir a sua mensagem. É, como eu já disse, uma enorme responsabilidade, principalmente por ser na Paróquia São Pedro.
J: Deixe uma mensagem ao Jorres:
Edição, Redação, Fotos e Idealização: Ministério Jorres de Comunicação
Deus abençoe a todos os nossos leitores, ;D
J: Deixe uma mensagem ao Jorres:
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Edição, Redação, Fotos e Idealização: Ministério Jorres de Comunicação
Deus abençoe a todos os nossos leitores, ;D



Eu sou LINDÉRRIMO! HAHA
ResponderExcluirObrigado JORRES. OLÉ!
O Jorres foi, é e sempre será uma porta para conduzir jovens a Deus, pois foi criado por Deus com essa idealização... e ao longo dos anos de sua existência, foi marcado pelos testemunhos de muitos jovens que se reencontraram e superaram suas limitações... Ainda que muitos critiquem e não acreditem num grupo de jovens que busca a Deus e viver a santidade, com a meta do céu... A graça de Deus sempre estará presente fortalecendo e iluminando aqueles que estiverem a sua frente... Parabéns PH por sua decisão de seguir a Deus... Um grande beijo Jorres...
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