quinta-feira, junho 16, 2011

Entrevista Mês de Junho/11

REVISTA JORRES
ENTREVISTAS & CONQUISTAS

9ª Edição: Junho/2011

Edvan e Sandra

 "Os passos para se construir uma vida a dois, precisa de uma terceira pessoa, Deus. E nesse mês de Junho, mês dos namorados em um Zoo de improviso, com Dumduns, uma linda família nos ensina com muita alegria como caminhar..." 
 
J: O que o JORRES representou na vida de vocês?

S: O Jorres foi o meu início. Onde eu aprendi, onde eu cresci. Foi a base de quem eu sou hoje na Igreja e do que eu faço sendo perseverante. Foi onde eu cai e levantei, onde eu briguei e conquistei muitas coisas. Para mim o Jorres foi tudo! Tudo que eu tenho e sou hoje, foi lá que eu aprendi. E me deu a base que eu precisava para seguir em frente!
E: Eu entrei no Jorres depois que eu fiz o meu TLC. E antes de fazer o TLC eu achava que o Grupo de jovens era só um encontro de jovens que não tinham o que fazer e por isso se encontravam todos os sábados. Mas quando eu voltei do TLC, nunca me esqueço, estava um grupinho reunido em uma Igreja em construção ainda, no cantinho da Igreja esse grupinho com um violão me recebeu. E a partir daquele dia vendo os desafios que os jovens enfrentavam, pois quando eu entrei estava acontecendo algumas mudanças dentro do Grupo, começamos a assumir mais as coisas de Deus, o Júnior saia e voltava com propostas novas para nós. E nos tornamos um Grupo que vivia realmente com a presença do Espírito Santo. Enquanto o Grupo de jovens não ameaçava ninguém, estava normal. Mas quando os coordenadores na época fizeram o propósito de apresentar coisas diferente para os jovens, como pregação, oração e ensinaram que eles podiam fazer muito mais, começaram a vir os desafios e perseguições. E foi aí que eu me interessei e me apaixonei pelo Jorres! Pelas lutas e desafios. Foi ali que eu aprendi a ser jovem, um homem de Deus.

J: Sandra, como foi seu chamado para participar da coordenação do Jorres?

S: Quando somos membros, não sabemos o que acontece nos bastidores da coordenação (risos). Mas é até engraçado, porque não foi um convite, foi mais uma intimidação que o Maurício fez pra mim, pois ele teria que deixar a coordenação por alguns motivos, e  me intimou e dizendo que eu iria participar da coordenação. Lembro uma vez que eu, ele (Maurício) e o Alex estávamos indo fazer uma pregação na Paróquia São Bento e ele e o Alex me pressionavam dizendo que eu iria fazer parte da coordenação, e depois dessa pressão deles (risos) eu aceitei o chamado. Foi uma experiência muito boa, eu amadureci muito, cresci mais na fé, pois você não tem que se preocupar apenas com você, mas também com os outros jovens que de certa forma confiam em você e precisam de você. Precisamos estar sempre preparados, pois um jovem pode querer conversar, por está passando por uma situação difícil e vê em você, coordenador, alguém que pode aconselhar melhor.  Precisa estar sempre orando, em comunhão com Deus e com a Palavra Dele, para conseguir realizar essa Missão, pois não é fácil ser de Deus por você e pelos outros. Esse tempo que eu participei foi muito bom, muito gratificante!

J: Qual foi o momento mais marcante para vocês no Jorres?

E: Eu sempre gostei de desafio e lembro que um dia o Grupo não podia acontecer dentro da Igreja, por alguns motivos e fizemos o Grupo de jovens na escada da Igreja e o Júnior pregou. Lembro que estava muito frio nesse dia, e sentamos muito perto uns dos outros e aquele dia, para mim, foi para confirmar que vale a pena ser de Deus. Quando o Jorres estava fazendo alguma coisa grande, algum retiro, algum Barzinho de Jesus, algum outro evento, era fácil ser do Jorres... Mas quando estávamos sendo desprezados sentados na escada, era o momento de provar se amávamos mesmo o Grupo. Aquele dia eu estava sentado vendo a coordenação ali na frente, e quando acabou todos nós nos abraçamos... E eu senti mais amor pelo JORRES ali na escada, do que todas as vezes que estávamos dentro da Igreja. Para mim o momento mais marcante sem dúvida foi ver os jovens sentados na escada, ninguém reclamando, e com um olhar de desafio. Vejo aquela época como o motivo do JORRES está de pé até hoje, porque poderíamos ter desistido ali, mas não, nós continuamos e isso foi importante para a minha vida como Católico, e tenho certeza que foi também para os que estão até hoje.
S: Esse momento para mim também foi muito marcante, pois passamos uma situação difícil na comunidade, e os coordenadores estavam um pouco desanimados e lembro que eu e mais algumas pessoas que eram mais próximas da coordenação conversamos com eles e dissemos que não poderíamos parar, que tínhamos que continuar. E na loucura de sentarmos na escada fizemos o Grupo de jovens, todo o Grupo de jovens, não só a pregação, mas também o louvor... As pessoas passavam e não entendiam o que aqueles loucos estavam fazendo na escada da Igreja. E depois desse Grupo de Jovens que fizemos na escada da Igreja, mesmo que não tivesse sido programado, vieram idéias de repetimos isso mais vezes, para que todos vissem também o nosso trabalho e outros jovens sentissem o que nós sentimos.
Acho que pra quem participou foi muito marcante. E outro também foi um Retiro no Cocáia que nós fizemos, acho que foi o Terceiro Retiro Jorres. Não foi apenas um Retiro, porque ali não éramos apenas jovens, mas jovens de Deus que estavam ali por Deus e não por ninguém nem por status. Ali Deus se manifestou para nós de uma forma que eu nunca tinha presenciado, nunca tinha sentido  , foi meu contato mais íntimo e mais próximo com Deus. 


J: O que Maurício representou para vocês, o que vocês aprenderam com ele?


E: É sempre bom falarmos sobre o Maurício, para cada um de nós, ele representa uma coisa: para uns ele foi um Pai; para outros um amigo; um conselheiro; irmãos... Na minha vida, ele desempenhou um papel de irmão mais velho. Dentro da Igreja, ele era aquele cara que a gente olhava e se encantava como ele levava as coisas de Deus a sério, e principalmente as pequenas coisas, ele era muito detalhista. Ele era coordenador do Grupo de Oração e estava junto ao Grupo de Jovens e talvez por ser músico, sempre gostou de tudo perfeito, em um arranjo perfeito. E para todos nós, ele era como um irmão mais velho, apesar de termos praticamente a mesma idade. Quando dava a hora de ir embora ele tocava todo mundo da Igreja, ele era muito sério. E a mim ele ensinou a levar as coisas da Igreja a sério.  Ele foi também a primeira pessoa que me confiou uma pregação, em um Grupo de Jovens. E depois ele me chamou para pregar em um Retiro de Pais depois do Tio Joel, depois da Tia Zilda... Eu estava só começando, mas ele confiou em mim e, pra mim foi um grande desafio pregar depois das pessoas que pregaram, porque eles me ensinavam também. Ele confiava muito em todos nós, como por exemplo ele disse para Sandra, para que ela fosse coordenadora do Jorres, ele sempre dizia:  “você vai fazer!”, porque ele sabia que tínhamos capacidade.
S: O Maurício... Não dá para descrevê-lo... Ele tinha mesmo aquela postura de irmão mais velho, de quem cuidava. E ele foi muito importante para todos nós. Ele nos incentivava, com muita seriedade, mas também ele sempre foi muito divertido. Costumava brincar muito com a gente, mas também sempre dava puxão de orelha quando era preciso. O Mauricio foi outro pilar do Grupo de Jovens, deu sequência ao que o Júnior fez, e deixou a marca dele no JORRES. Todos os coordenadores que passam acabam deixando sua marca... E a dele foi excepcional! Eu aprendi muita coisa com ele. Principalmente o comprometimento, pois quando você assume algo para Deus, você tem que levar isso a sério e levar adiante o que Deus lhe confiou.
E:  Eu tenho duas lembranças do Maurício: A do Teatro que fizemos uma vez, que foi muito divertido , se chama ‘A Barca’ em uma das festas que passamos bastante tempo junto com ele, onde vimos não somente o lado sério, mas também o lado descontraído... Demos muita risada e Eu, o Edilson, o Alex, o Éder, com certeza vamos guardar isso com muito carinho; A outra lembrança que eu guardo dele, foi durante sua enfermidade, pois foi um cara que lutou o tempo todo, foi muito guerreiro. Quando conseguíamos nos comunicar com ele, não víamos nenhuma mágoa, com certeza no coração dele ele compreendia os propósitos de Deus. Então a enfermidade dele nos deixou uma grande lição de como superar as dificuldades da vida com alegria e esperança. A Sandra que estava o tempo todo com ele nos traziam as notícias de quando ele melhorava, dos exames que ele estava fazendo... Então, cada melhora dele era uma superação também para nós. Uma certeza que tínhamos era que ali tinha um Jorres deitado naquela cama, junto de todo o Grupo. O Grupo de Jovens parou para viver junto com o Maurício aquele momento.

J: E como começou o relacionamento de vocês?


E: Assim que eu fiz meu TLC, eu entrei para o Grupo, e a Alessandra desde sempre fez parte do Jorres, e eu me encantei por ela. A gente começou então a se conversar, mas também a brigar, pois ficamos muito próximos... Saíamos para Retiros juntos, íamos para TLC juntos... E aí, eu quem fui atrás dela. Foi depois de um dia em que fomos à casa de uma senhora deficiente visual que morava com o filho e a casa dessa senhora era num lixão. Vi então a Alessandra e outra jovem no meio daquele lixo limpando, para tentar melhorar situação de vida daquela mulher. E eu logo pensei: “É essa a mulher que eu quero pra mim!”. Porque eu gostei de ver a garra dela... Estávamos eu, o Edilson e o PH e nós desistimos, mas elas continuaram lá. E a partir daquele dia eu comecei a querer paquerar a Alessandra.
S: Eu sempre participei e de repente ele começou a participar do Grupo, ele sempre foi muito simpático, “Garoto Simpatia”... E fomos conversando, nos conhecendo e, começamos a namorar. Acabamos terminando e voltando algumas vezes até termos certeza do que queríamos, do que um era para o outro e do que Deus queria de nós.
E: E nesse vai e volta, dizíamos um para o outro, que só voltaríamos se fosse pra casar. Apesar de sermos muito jovens, tínhamos essa convicção. De repente nós voltamos e toda a família ficou assustada, porque só brigávamos e sem hesitar nós noivamos, casamos e, graças a Deus estamos aí.
  
J: Como foi lhe dar com o nascimento do Mateus e recentemente da Maria Clara? Como vocês conseguem manter a Família tão bem estruturada?


E: Vão fazer 5 anos, e já temos dois filhos. O Mateus e a Clara são frutos de um namoro que decidimos levar a sério, que Graças a Deus está correndo muito para que as coisas dêem certo, sempre trabalhando e batalhando, porém uma família saudável, pois temos a alegria dos nossos filhos. E isso tudo foi porque nós decidimos viver um namoro Santo, entregar o nosso namoro nas mãos de Deus... Tudo ocorreu conforme a vontade Dele, e nunca tentamos antecipar ou atrasar nada. Sempre dizíamos que vai seria conforme a vontade de Deus. As pessoas se assustaram quando decidimos casar, diziam até que a Sandra já estava grávida, mas não estava. Apenas sentimos que estava na hora de casarmos. Quando o Mateus nasceu, foi uma grande alegria, Deus foi preparando o momento da concepção, do nascimento dele, e também quando ele engasgava e nós corríamos para o hospital com ele, a primeira vez que ele ficou doente. Fomos amadurecendo conforme o sonho de Deus para nossas vidas.
S: E a vinda da Clara, não foi planejada, mas percebemos que o propósito de Deus para nossa vida sempre vem primeiro. Se estiver acontecendo é porque Ele quer que levemos em frente. Seja a vinda de um filho, seja uma enfermidade, a perda de um emprego, perder alguém que você ama... Temos que saber enfrentar e saber que Ele está do nosso lado para nos confortar e dar forças, independente do que vier. E Acreditar que quando entregamos nossa vida para Deus, tudo o que Ele faz, mesmo que no começo não pareça, é para o nosso bem. E aos casais de namorados que não acreditam que possa existir um namoro Santo, depende sim do casal, pois passamos por muita dificuldade. Mas se o casal quer, dá para chegar lá. Com muita oração e força de vontade, graças a Deus conseguimos e, acredito que muitos casais também já conseguiram e outros casais ainda conseguirão.

  J: Deixe uma mensagem para o JORRES.



 








 
 Edição, Redação, Fotos e Idealização: Ministério Jorres de Comunicação
Deus abençoe a todos os nossos leitores, ;D

5 comentários:

  1. Que feliz,Vocês são exemplos para minha caminhada!!!

    Forçass Sempre!!!

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  2. Muito LINDAA a entrevista de vcs!!!
    Parabéns pelo belo testemunho! Sou suspeito de falar alguma coisa pq desde pequeno vi a história de vcs e tenho os dois como irmãos mais velhos!!!
    Que Deus santifique cada vez mais a vida de vocês, casal de Deus!

    P.S: O Melhor é ver os dunduns passando atraz e no finalzinho o Mateus caindo... kkkkk

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  3. muito lindO, gostey...
    Prabéns que Deus abençÕe vcs sempre de coração

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  4. BENDITO SEJA DEUS PELA VIDA DE VOCÊS! ;D

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  5. Esses dois são especiais, é muito bom saber que vcs superaram as dificuldades e perseveraram! Que o Senhor continue abençoando !

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