ENTREVISTAS & CONQUISTAS
13ª Edição: Outubro/2011
J: Quem é a Priscila Abranches?
P: A Priscila Abranches é uma pessoa de paz mas que é guerreira, lutadora, que acredita no amor mais do que tudo e além de qualquer coisa, que vai atrás dos objetivos, que faz e acontece, não importa os obstáculos e as consequências, mas vai atrás dos sonhos, além de acreditar totalmente na vontade de Deus e na força que vem do Senhor.
J: Como o JORRES chegou na sua vida?
P: Eu lembro que eu já tinha feito primeira comunhão e eu fiquei distante, não era aquela coisa dinâmica igual hoje, era mais tranquilo, não chamava muito atenção. E tinha um grupinho que estudava junto e me chamaram pra ir no grupo de jovens, eu acho que foi a Rosana, a Erika e o Negão também. Eu vim num sábado de noite, tinha poucas pessoas, mas de alguma forma me tocou o fato que existia um grupo no sábado de noite, onde todo mundo tava preparado pra sair e que nesse grupo existia um objetivo maior que era adorar o Senhor e além disso ajudar as pessoas. Aí foram acontecendo os eventos, a gente participava das quermesses, comecei a ajudar na igreja e foi assim a minha entrada pro JORRES.
P: Eu entrei no ano de 97, eu fiquei oito anos, e o JORRES por inteiro marcou a minha vida e posso dizer que ele mudou a minha vida, pelas experiências, pelas histórias e por tudo, mas eu me lembro uma vez que o grupo tava lotado e tinha umas 120 ou 130 pessoas todo mundo adorando, todo mundo louvando e uma equipe enorme de pessoas trabalhando, eu lembro que isso foi um dia que veio muita gente, mas tinha aquela história: "O que importa mais? Quantidade ou qualidade?"
Depois teve um outro momento que a gente fazia o JORRES na salinha, eram pouquíssimas pessoas, mas que a gente adorava muito e que era muito do fogo! Era de mais!
Os retiros eram ótimos, mas teve uma vez que o pessoal foi pra uma balança na rua nova perto do rio e eu bati a cabeça no barranco! (risos) Os sítios eram muito animados também. Fora os momentos de tristeza teve a vez do Tche Tchera que tava todo mundo na igreja chorando, teve o momento do Maurício, que eu não tenho nem o que falar, foram vários momentos. Vira e mexe o padre brigava com algum jovem da igreja. (risos)
Teve grupo de jovens na minha casa, tinha café da manhã também na minha casa. Foi a melhor fase da minha vida.
J: Você tem saudades dessa época?
P: Muitas... você tem saudade das pessoas, dos momentos, das conversas, das partilhas que a gente tinha e da preocupação que todos tinhamu um com o outro, dá saudade até das brigas, mas o que mais dá saudade é do companheirismo que tínhamos.
P: Não, a essência é a mesma, o que acontece é a maturidade que é inevitável devido ao dia a dia, no ambiente profissional e tudo mais, você tem que ter outra postura, mas a essência é a mesma, você altera algumas características mas a sua essência será sempre a mesma, de querer ajudar, de ser tímida ou de ser brincalhão ou que fala mais ou mais contraída... mas o que altera são algumas características, algumas coisas que ao longo da vida você vai vendo que não é legal de fazer, então você resolve fazer de outra forma que será melhor, isso que eu acredito que difere.
P: Eu sou secretária, eu trabalho com dois diretores de um grupo de usina, adoro o que eu faço, além de trabalhar com eles cuido de toda a parte de escritório, toda a parte de coordenação do escritório, então tenho muitas coisas pra fazer. Sou bem séria em ambiente profissional, gosto das coisas muito certas, levo tudo muito a sério, não sei se é pela necessidade de trabalhar para realizar os meus sonhos, eu sou muito focada, muito séria, mas não dá pra ficar o dia inteiro só focada, precisar quebrar um pouco e interagir com a equipe e brincar um pouco e relaxar.
J: E a Priscila na vida pessoal, como está?P: Pessoalmente, a palavra quem vem pra me definir agora é superação, a minha vida inteira passei por inúmeras coisas, nada foi fácil, nada consegui muito rápido, nada caiu do céu, eu sempre tive que lutar pra conseguir as coisas. Eu acredito que Deus faz todas as coisas certas na hora certa na nossa vida. No momento eu posso dizer que eu estou muito bem, graças a Deus, Ele tem sido muito fiél comigo, eu sei que Ele tem muitas promessas pra minha vida, não sei exatamente quais são porque a gente nunca sabe quais são os planos de Deus pra nossa vida, igual um amigo meu falou pra mim ontem e que é muito fato "Nós queremos as coisas lógicas na nossa vida, mas Deus é ilógico". A gente não entende o plano d'Ele, mas a gente aceita e eu oro pra que a minha vontade seja a mesma de Deus. Hoje eu estou muito bem, tenho muitas vitórias na minha vida, tenho muitas graças acontecendo, só tenho a agradecer. O que eu peço a Deus é força, fé pra enfrentar o que vier e que Ele esteja junto comigo e que a minha vontade seja a mesma d'Ele.
P: Eu fiz o TLC pra trabalhar no primeiro TLC da paróquia, eu fiz na Santa Otília que era uma comunidade da São Pedro que se tornou paróquia. E eu pensei que o TLC não iria me abalar porque eu estava sempre na igreja, já sabia tudo o que iria acontecer... porém, eu chorei os três dias direto! (risos)
O TLC em si, eu acho que é a melhor maneira de resgatar jovens, ele até hoje me emociona, se eu fizer de novo, mesmo sabendo de tudo eu vou chorar de novo, mas o TLC foi uma bela experiência.
P: Eu gostei sim! Qualquer atividade que você faça com o coração aberto e com um propósito pra ajudar alguém que estiver lá, é válido.
Eu lembro que o Edvan me chamou, eu tenho um carinho enorme pelo Edvan e ele acredita muito em mim, acho que é uma das pessoas que mais acredita em mim e diz que eu tenho algo a mais pra oferecer. Ele me chamou, disse que tava precisando de ajuda no TLC e eu fiquei muito surpresa por coordenar o TLC. Eu fiquei um ano na coordenação com ele, foi ótimo!
P: Foi um máximo, eu nunca tinha ido pra fora, e como tudo na minha vida... aconteceu, não foi nada planejado. O Bruno foi viajar e ficou de lá me chamando e dizendo que seria muito legal, que seria bom profissionalmente, na minha vida pessoal. Então consegui o visto, que me liberassem por 01 mês no serviço, pois onde trabalho é muito difícil tirar 01 mês de férias. Foi tudo dando certo, uma sequência de acertos. E quando eu cheguei lá, eu pensei: "estou no outro lado do mundo!". 24 horas viajando num avião, coisa que eu tenho pavor. Fui com dois terços, um em cada mão, rezando... (risos)
E na volta eu peguei turbulência e um cara da tripulação ficava se benzendo com medo, ai eu ficava dizendo "esse avião não vai cair porque Deus tem muitos planos na minha vida".
Mas lá foi maravilhoso, o lugar é lindo, as pessoas tratam os brasileiros muito bem lá, porque dizem que brasileiro não é muito bem tratado em alguns lugares, mas tem o costume de associar brasileiro com carnaval, futebol, etc. Algumas pessoas má informadas acham que a gente mora no meio da selva, é tanto que eu tive que mostrar uma foto da Avenida Paulista.
Teve um japonês que perguntou pra mim se a gente comia barata, eu disse pra ele que são eles (japoneses) que comem barata.
Eu fiquei na mesma casa que o Bruno ficou, eu pagava e só precisava arrumar a minha cama, o resto era tudo feito pela gente, comida, lanche pra levar pra escola, roupa lavada e passada, é como um hóspede mesmo. É uma vida de praia, igual brasileiro gosta.
As igrejas católicas lá são muito engraçadas, porque a hóstia é um pedaço de bolacha cream cracker e suco de uva. Tem várias igrejas lá, congregações e outras... mas são todas muito lindas.
E teve um fato muito engraçado quando eu tava lá, tava eu, o Bruno e uma outra menina que andava com a gente, isso na praia, faltava uns 04 dias pra eu voltar, e eles sairam pra comprar alguma coisa e eu fiquei sozinha na praia, porque lá não tem quiosque, você tem que ir em algum shopping ou alguma loja pra comprar alguma coisa e era dia de semana por isso estava vazio, e eu tava sentada vendo aquela imensidão do mar, do céu azul e ficava imaginando: "Como Deus é enorme". E eu fiquei pensando, vou voltar pra minha vida, pra realidade e está tão bom aqui... e nisso veio uma senhora na hora e disse "posso te entregar uma coisa?" eu disse que sim e ela me entregou um cartão com uma imagem de Jesus e dizia assim: "A fé em Deus ajuda a você resolver os seus problemas familiares, pessoais, profissionais..." Eu no outro lado do mundo e vem alguém e me entrega esse cartão, então percebi que Deus tava cuidando de mim.
P: Eu costumo dizer que 90% das minhas amigas são do JORRES, mas a maioria são daqui, são da igreja, algumas demos catequese juntas, participamos do grupo de jovens juntas, fizemos Crisma juntas, foram todas amigas fundamentadas dentro da igreja como Amigas pela fé. As que estão hoje é a Erikinha, a Kelly, a Dayane, tem a Raquel da Nossa Senhora Aparecida, a Karina também está bem próxima. Mas foram todas que nos conhecemos aqui e cultivamos essa amizade. Mas tem também aquelas que a gente não tá tão junta mas sempre se fala, a Lilian, a Tábata que a gente sempre se fala, a Beth que sempre que se vê a gente conversa e sempre relembrando.
P: Sabia que teria essa pergunta... mas daqui 05 ou 10 anos, independente, eu quero estar casada com a minha família toda bonitinha, com meus filhos, na minha casa, feliz, bem resolvida profissionalmente, com a minha família ajudando outras pessoas... O que eu penso é isso. Não dá pra falar muita coisa. Quero estar no Brasil, lá fora é muito bom mas o meu lugar é aqui... assim é que eu me imagino.
Edição, Redação, Fotos e Idealização: Ministério Jorres de Comunicação
Deus abençoe a todos os nossos leitores, ;D
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