segunda-feira, setembro 24, 2012

Entrevista de Setembro/12



REVISTA JORRES
ENTREVISTAS & CONQUISTAS
  
24ª Edição: Setembro/12
"Ele é sorridente, briguento e brincalhão. Mas não há quem não seja feliz tendo ele como irmão. No mês de aniversário do Jorres, é o Régis que vem nos presentear contando a sua visão de coordenador do Jorres. Queremos te ouvir, Régis."




J: Quem você acha que é o Régis aos olhos de Deus?
R: Eu acho que Ele me vê como um instrumento de alegria para ajudar as pessoas, mas do jeito que eu sou. Eu não preciso andar com terço ou bíblia na mão. Sou assim, alegre, brincalhão, independente do jeito que estiver, eu vou colocar todo mundo pra cima, vou fazer todos rirem. Muitas pessoas vieram pra ser de oração, cantar, pregar, eu acredito que vim pra ser da alegria. E é assim que eu me enxergo também, em momento algum eu visto máscaras pra ser o que não sou, e procuro sempre ser o que meu coração pede para ser.

J: Conte como foi a sua história pra entrar no Jorres.
R: Eu sempre meti o pau no Jorres, meu irmão antigamente participava do grupo de jovens e me irritava profundamente aqueles jovens, aquelas musiquinhas, aquelas baguncinhas, aqueles choros... As pessoas vinham muito aqui na minha casa por causa do Negão. E a minha entrada foi assim, eu comecei a fazer o crisma em 2003 e quando acabava o crisma, o pessoal ficava para o grupo de jovens e como eu sempre meti o pau no grupo, eu dizia que jamais participaria, e o pessoal do crisma também me irritava, e como eles ficavam pro grupo de jovens me irritava mais ainda e nisso eu voltava pra minha casa. Até que um dia a Larissa me chamou para ir na festa de 07 anos do grupo de jovens, porque ela tinha sido convidada e eu disse pra ela que não gostava do grupo de jovens, e ela disse que também não gostava mas não queria fazer desfeita com o convite, mas eu não fui e prometi a ela que iria no próximo sábado, e chegou o próximo sábado, eu estava com o pé quebrado porque tinha machucado mas eu fui, eu lembro que fizeram um teatro nesse dia, mas sei que foi através do pessoal do crisma. E esse encontro me marcou muito.

J: Quais foram os momentos que você mais sentiu Deus dentro do Jorres?  
RSe eu fosse falar momentos eu diria todos, até nas gincanas porque não são gincanas qualquer, são pra Ele! A gincana é relacionada a Deus, coisas do grupo. Mas um dia que marcou muito foi no início da minha entrada no grupo que o Maurício estava passando a coordenação para o Reinaldo e foi o ultimo dele nesse dia. E eu detestava ficar de dois em dois, e quem tava do meu lado era o Maurício, e ele veio rezar por mim e eu queria morrer de dar risada porque eu achava aquilo muito engraçado mas pra mim eu achei aquele dia o começo de tudo. Outro momento que senti muito Deus foi no meu TLC que eu fui através do Jorres e foi alí que eu percebi que o caminho que eu estava não era legal e que eu decidi que os caminhos de Deus era o que eu queria seguir e foi graças ao grupo de jovens que eu fiz o meu TLC. E a minha terceira foi quando a gente foi pra casa da Andressa e o tio dela tinham ido viajar, e ela disse que a casa tava liberada e que era nossa. Nisso estava o Thiago, a Michele e eu sentados na mesa, e eu peguei um pote de farinha e perguntei pro Thiago: "Quem descobriu o Brasil?" e antes dele responder eu joguei farinha na cara dele, e nisso começou a guerra de farinha pela casa toda, ficou tudo branco...(risos) E tudo isso foi depois do grupo de jovens.
E um outro foi quando o Maurício sofreu um acidente, após deixar a coordenação do Jorres, onde ele ficou quase 01 ano e meio internado e eu não era coordenador ainda quando tive a oportunidade de visitá-lo, e ele tava na cama quando eu lia uma passagem bíblica pra ele que eu não lembro qual é, e a Nalva tava no quarto e perguntou pra ele se ele estava escutando o que eu estava lendo e ele confirmou que sim apertando a minha mão e naquele momento eu sai do quarto chorando porque senti que foi como uma missão de Deus pra eu seguir no Jorres.

J: Quais são os sonhos do Régis? 
R: Um dos meus sonhos é atuar fixamente na minha área, pois sou formado em pedagogia, quero ser professor fixo, quero ser concursado. Um dos meus sonhos também é poder olhar pra trás e quando eu ver a casinha do Jorres, eu possa ver os frutos, assim como os coordenadores deixaram os frutos, eu sou o fruto de alguns coordenadores, e que as pessoas deem continuidade nos trabalhos. E quero ser muito feliz, independente de qualquer coisa eu quero ser feliz, se for pra eu chorar, quero chorar de alegria.





J: Todos que conhecem o Régis, o conhece por ser uma pessoa muito alegre, mas também é conhecido por ser uma pessoa que fala o que pensa na lata e por não ser tão certinho. Hoje como coordenador, como você encara esse desafio de assimilar os dois (perfil Régis e perfil coordenação) sabendo que a coordenação cobra posturas de muita "seriedade"?
R: Quando você entra na coordenação, tudo isso passa pela cabeça de quem é chamado, vou ter que deixar de fazer isso, vou ter que deixar de falar isso, deixar de agir desse jeito. Quando eu fui chamado a primeira resposta que eu dei foi que eu aceitava mas que eu não deixaria de ser quem eu sou, porque além de ser alegre e brincalhão sou uma pessoa muito estourada eu sou muito assim "bateu, levou" e isso já me prejudicou muito, pois eu prefiro mil vezes falar o que eu acho olhando pra pessoa do que esperar a pessoa virar as costas e sentar a lenha (falar um pouquinho mal não faz mal a ninguém) To brincando (risos). Então, quando eu entrei na coordenação eu tive que mudar sim, mas pra eu melhorar, pra que eu seja exemplo para os jovens, que a partir do momento que eu entrasse, eu iria me ajudar e ajudá-los a mudar, e ao invés de falar um monte, eu falava o necessário pra exortar e corrigir.
Pra eu equilibrar isso como coordenador já foi difícil, hoje consigo levar numa boa, graças a Deus, pois evangelizar com a juventude é complicado, mas vale a pena. Eu não perdi a minha personalidade, só porque me tornei coordenador ou então virei santinho, isso não. Eu faço tudo aquilo que o jovem faz eu só não faço o que prejudica o jovem. Eu gosto de sair, gosto de dançar, de brincar, dar risada. E antes da coordenação eu era de uma forma e depois eu mudei, mas porque foi bom pra minha vida e caminhada, pois busco seguir a carta que o Papa João Paulo II deixou.

J: Quem era o Régis antes da coordenação e quem é Régis depois da coordenação?
RO Edvan era coordenador do TLC e ele queria que eu ajudasse ele  na coordenação e foi tudo muito rápido porque na outra semana eu já estava nas reuniões de TLC. Mais pra frente o padre decidiu juntar as coordenações de juventude e TLC e como eu fazia parte junto com o Edvan e a Aline, nós juntamos com o Fê e com a Thati que eram os coordenadores do Jorres, nisso o Edvan saiu da coordenação do TLC e ficamos nós 04 coordenando o Jorres e o TLC, Fê, Thati, Aline e eu. O engraçado é que eu metia o pau no Jorres e hoje eu como no prato que cuspi, e coordendo aquilo que falava mal, e que hoje sou um eterno apaixonado... 
Querendo ou não, a coordenação muda muito a pessoa, ela exige muito de você. Mas antes de ser coordenador eu buscava muita coisa pra mim, pra minha vida de oração, lia um livro da igreja, um livro de auto ajuda, depois que entrei na coordenação tive que começar a buscar por mim e pelos jovens porque agora não cuido só de mim, hoje cuido de mim e da juventude, e gosto muito de fazer isso. Com a coordenação você muda automaticamente, só não pode perder o foco e deixar de buscar sua espiritualidade.

J: As pessoas estão acostumadas a verem o Régis dentro da igreja, mas são poucos os que conhecem fora da igreja, conte como é sua relação com família, amigos e trabalho.
R: É o que eu falo, eu sou o mesmo Régis em todo lugar, se for pra eu dar risada em qualquer lugar eu vou, se for pra brincar eu vou, vou tampar a boca do meu pai em forma de brincadeira também, se for pra discutir eu discuto, sou a mesma pessoa na faculdade, na igreja e no trabalho, postura eu preciso ter sim, mas a minha essência é assim de brincar.
Antigamente eu não me dava tão bem com meu pai por causa do problema dele de alcoolismo, e nesse longo tempo de caminhada eu aprendi a aceitar meu pai do jeito que ele é e hoje eu o amo da forma que ele é, e eu não tenho o que reclamar da relação que eu tenho com ele e com a minha mãe graças ao tempo de caminhada que eu tenho, acho que Deus vem me abençoando, pois já tive muitos problemas, mas hoje está tranquilo.
Com meu irmão mais velho sempre me dei bem, com meu irmão do meio, o Leandro que já participou do grupo de jovens , a gente não se dava tão bem porque ele era sempre fofoqueirinho, tudo o que eu aprontava ele contava pra minha mãe, porque eu sempre fui arteiro, nisso a gente quebrava o pau só que hoje a gente tem uma relação madura de irmão e de amigo através de Deus e da igreja. E com meus amigos sempre me dei bem, sempre me apeguei muito a amizade, se precisar eu dou minha roupa, minha casa pro meu amigo se precisar, pois acredito naquela passagem de que "quem encontrou um amigo encontrou um tesouro", de verdade, e é muito forte essa parte de amigo na minha caminhada.

J: O que te faz tão feliz no Jorres?
R: Eu amo coordenar ao lado da Thati e do Antonio, pois é difícil, e somos muito diferentes, mas graças a Deus a nossa evangelização flui, e a nossa direção é a mesma, e isso me deixa feliz e querer mais. E eu gosto de ver quando um jovem gama pelo Jorres, que defende o Jorres.
Amo também evangelizar no ministério de comunicação, com o blog, amo quando tem que ligar pro entrevistado do mês, marcar horário, lugar, figurino para a entrevista, mas amo ver também o bom resultado, ver a alegria da pessoa que foi convidada, amo trabalhar ao lado do Fê e do PH que são do ministério e além de tudo são também meus amigos.

J: Quanto tempo de caminhada você tem no Jorres?
R: Vão fazer 10 anos em abril que eu estou no Jorres, e são anos de muitas lutas. Vi muitos amigos nessa caminhada que entrou e saiu e isso machucou muito. o Jorres realmente é uma família, quando uma pessoa entra é como um bebê que chega e você cuida mas depois cresce, conhece as coisas, e muitos vão embora, e isso para que fica é complicado porque fica o lado do amor e da amizade e isso acaba entristecendo porque foram pessoas que te ajudaram a ser o que você é hoje.

J: Agora deixe o seu melhor recado pro Jorres:
R










Edição, Redação, Fotos e Idealização: Ministério Jorres de Comunicação
Deus abençoe a todos os nossos leitores, ;D

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