sábado, novembro 19, 2011

Entrevista Mês de Novembro/11



REVISTA JORRES
ENTREVISTAS & CONQUISTAS
Edivan Silva de Andrade
"Pegue uma medida de bom humor, misture com um copo de boa superação, acrescente simplicidade, humildade e boa vontade e teremos a entrevista de Novembro."  



14ª Edição: Novembro/2011


J: Conte-nos um pouco do Edivan.


E: Sou o Edivan Silva de Andrade, nasci em 1990, nasci em Osasco, vivi toda a minha infância aqui em São Paulo, no Taboão, quando tinha 03 anos eu vivi durante 06 meses na Bahia, pois meu pai estava construindo aqui a minha casa, aí eu fui com a minha mãe pra lá.
Quando eu era pequeno, fui muito de ficar na rua, brincando com os meus amigos. Desde pequeno eu sempre quis ser muito engraçado para os outros. Eu andava com meu irmão mais velho, por isso eu era o caçulinha da turma. A minha vida era futebol, escola... futebol... escola. Com 16 anos eu parei de jogar futebol e me dediquei mais ao estudo e ao trabalho.
Eu sempre fui muito brincalhão, não tinha noção das brincadeiras, uma pessoa que não ligava pra nada. Sempre quis ser muito engraçado, gosto muito de brincar e as minhas amizades a maioria era por causa de brincadeira na época de escola e do futebol.
Sou muito descontraído mas busco ser muito responsável e com a cabeça no lugar, busco ser maduro mas bem relax, bem tranquilo.


J: Quando começou a sua caminhada com Deus?


E: Quando eu era pequeno minha mãe e meu pai sempre me falavam pra ir pra igreja. Falavam que era pra eu entrar na catequese, e todas as vezes que isso acontecia era um domingo e eu ficava na cama fingindo que tava dormindo. E teve uma vez que eu fui na missa porque eles pediram e nessa missa chegou uma mulher e perguntou pra mim e pro meu irmão se no próximo domingo a gente poderia fazer leitura e respondemos que sim. Daí no outro final de semana, o que eu fiz? Faltei e não fui mais na igreja no Marabá. De vez em quando eu ia com meu pai na São Judas, porque meu pai nunca curtiu muito esse negócio de "pula-pula" "louva-louva" e tinha um padre na São Judas que era mais sério. Então eu ia as missas com ele aos domingos de tarde e eu era que nem sou hoje, chegava lá cansado e acabava dormindo nas missas.
Depois que meu pai parou de ir porque o padre que ele gostava tinha falecido, nisso eu me afastei, mas meus pais continuavam sempre pedindo pra eu fazer catequese e a crisma. Daí com 16 anos eu entrei na catequese da Catedral, eu era o mais velho da turma, fiz apenas 01 ano de catequese e não precisei fazer o segundo ano, eles me encaminharam direto para a crisma. No final recebi tudo, fui a duas missas e depois novamente saí da igreja.
Eu sempre via o pessoal da igreja e dizia que queria entrar no grupo de jovens... A minha caminhada na Paróquia São Pedro começou quando eu tinha 18 anos, numa véspera de Sexta Feira Santa, e nisso uns amigos meus estavam me convidando pra ir no Caipirão e eu estava afim de ir porque nunca tinha ido em festinha assim, como eu já estava maior de idade tava afim de ir. E minha mãe até me falou que era véspera de Sexta Feira Santa que não era legal eu ir, e eu até menti pra ela dizendo que era uma festinha de aniversário e nisso fomos pra lá.
A gente lá curtindo e eu percebi que já tinha passado da meia noite e já era a Sexta Feira Santa e eu estava com uns amigos meus e comecei a beber, estava tocando funk e eu senti que eu não estava sendo eu mesmo lá, e eu conheci uma menina lá e eu até falei pra ela que eu não estava me sentindo bem lá, que já era Sexta Feira Santa e que quando eu chegasse em casa eu iria pra Encenação, pois todo ano queria ir mas sempre chegava atrasado. Nisso quando eu estava indo pra casa, eu já conhecia o Willian (Shalom) e perguntei pra ele que horas começaria, ele me falou que teria a celebração do Beijo da Cruz às 15h, então pedi pra ele passar na minha casa pra eu ir, mas ele acabou nem passando e nisso eu fui sozinho e quando eu cheguei o Willian estava fazendo a leitura.
Após terminar a missa teve aquela procissão e eu também já conhecia a Mari (irmã do Thiago) e fui com ela, após terminar toda a procissão e a encenação eu cheguei em casa e falei pra minha mãe que queria entrar pro grupo de jovens, e nisso ela falou pra Lurdinha (minha vizinha) e no domingo de Páscoa eu fui pra missa. Acabando a missa, a Lurdinha me chamou e pediu pra acompanhar ela, nisso ela me levou até o Fê, mas o Fê eu já conhecia desde pequeno mas a gente não conversava mais, aí a Lurdinha falou pro Fê que eu queria entrar no grupo de jovens e perguntou como fazia, então o Fê falou pra eu vir no sábado seguinte que teria o grupo de jovens, nisso eu já deixei marcado.
E nisso mais uma vez eu encontrei o Willian e falei pra ele que iria no grupo de jovens e mais uma vez o Willian deu furo. (risos)
E mais uma vez eu tive que subir sozinho, chegando lá eu achei muito estranho, porque eu conhecia a Thati que mora na minha rua mas eu não falava com ela e tava também a Aline que eu conheci quando eu era pequeno, pois eu estudava com o Allan mas depois que a gente ficou grande nunca mais nos falamos também.
E subindo a escada da igreja eu vi um monte de gente e todo mundo amigo, e o primeiro dia foi um S.O.S na casa da Jú Pop e nesse S.O.S perguntaram algumas coisas pra mim e eu não era muito de falar e nesse dia eu até que falei bastante.
E na época da escola tinha um grupo de meninos evangélicos que faziam orações lá dentro e eu estava querendo virar evangélico e minha mãe ficou sabendo e contou pro meu pai e meu pai virou pra mim e disse: 
"No dia que você entrar com uma bíblia de evangélico aqui em casa você está ferrado... (risos)"
E nisso a família inteira ficou sabendo e até minha madrinha de crisma chegou em mim e perguntou o que estava acontecendo e eu expliquei que o pessoal se reunia na escola e eu estava me sentindo bem lá, e nisso ela me explicou que eu não podia, pois eu já era batizado na igreja católica, já tinha recebido a primeira eucaristia, tinha recebido a crisma.
E depois disso que eu entrei no JORRES e fui bem recebido e logo na outra semana eu já fui me confessar, foi até eu, a Aline, a Larissa e a Renatinha lá na São Francisco e nisso começou mesmo a minha caminhada, eu entrei pro grupo de jovens com muitos altos e baixos.


J: Quais foram os momentos mais marcantes que você teve dentro do Grupo de Jovens?


E: A primeira foi o acolhimento que a galera teve comigo, eu poderia até desanimar, mas a galera dava tanta força que eu continuava firme. Meu primeiro objetivo era conhecer todo mundo e acabei conhecendo todo mundo. 
O Fê foi a pessoa que me recebeu, e eu lembro que a primeira conversa que eu tive foi com o Negão, o pessoal tava saindo e ele me chamou pra conversar, e eu achei estranho porque ele tinha entrado no meu orkut e eu conhecia ele do Marabá mas eu falei: "Quem é esse muleque?" e aí quando a gente se viu ele me chamou pra conversar, me explicou sobre a igreja, sobre o grupo de jovens.
Outra coisa que eu lembro foi o Retiro de Restauração que eu sempre tive vontade de ir em um mas nunca tive a oportunidade, eu tive alguns retiros que começavam de manhã mas logo de tarde terminava. E quando me chamaram pra ir nesse retiro eu ainda era novo na igreja e os coordenadores me falaram que tinham comprado uma briga pra que você pudesse ir, pois não queriam deixar, pois era mais voltado pra quem já tinha feito TLC. 
E nesse retiro ouve uma grande ação do Espírito Santo no sábado de noite e eu pude sentir muito forte em mim essa sensação diferente, e foi um retiro que eu nunca mais vou esquecer.
Outro momento foi o TLC que é praticamente fora do normal tudo que você sente lá, mas o mais legal foi quando tudo acabou e que eu pude voltar pra casa e ver a minha mãe e pude lembrar que tudo começou por causa dela, ela que conversou com a Lurdinha, ela que me deu forças pra eu ir pra igreja.
E outro momento foi a oportunidade de trabalhar no TLC, os coordenadores me deram muita força, o Antonio, o Régis e a Thati que me chamaram pra conversar e disseram que acreditavam em mim e alí eu percebi que não poderia desperdiçar a chance que eles me deram. E eu senti algo muito bom servindo, podendo ajudar as pessoas que estavam cursando e se convertendo, e hoje quando eu encontro com o pessoal e vejo eles me cumprimentando eu fico muito feliz pela oportunidade confiada.






J: Sabemos que esse ano teve um acontecimento muito marcante na sua vida. Você se incomoda de comentar?


E: Sem problema, eu comento. Toda vez que eu lembro desse caso da minha mãe eu fico meio triste, porque eu lembro que desde pequeno ela parou de trabalhar só pra cuidar da gente e a gente de casa sempre foi bem mimado. Meus pais sempre foram muito religiosos, sempre acreditaram em Deus e sempre tentavam passar as coisas pra gente e minha mãe amava muito a gente.
Quando eu era pequeno eu deitava no colo dela, ela fazia cafuné em mim e eu dormia, ela fazia mingauzinho pra mim, fazia cuscuz. Meus irmãos e eu eramos muito apegados a ela, pois ela largou tudo só pra se dedicar a gente.
E logo no começo desse ano tivemos a perda dela, foi algo muito esquisito porque a semana inteira ela já estava se sentindo um pouco mal, falta de ar... ela sempre tinha essas crises dela.
E nessa ultima semana, ela conversou bastante comigo, um dia antes dela falecer, eu cheguei, comprei uma pizza, ela estava deitada e levantou, a gente começou a conversar da vida, comemos a pizza e fui dormir mas não conseguia dormir, pois eu percebi que ela estava acordada em casa, e eu até perguntava se ela não iria dormir e ela me respondeu que já iria. No outro dia que ia trabalhar quem me acordou foi ela. Fui trabalhar e quando voltei ela estava deitada na minha cama e meu irmão conversando sobre faculdade e ela dando a maior força dizendo pra gente estudar e se dedicar, se a gente tinha essa oportunidade, não era pra desperdiçar.
Ai eu fui dormir um pouco, e neste dia tinha a missa de encerramento da Semana da Juventude e eu fui. E na semana da juventude, a dona Cláudia mãe do Rafa, falava de família e perguntava se alguém ali não tinha mãe porque ela queria "adotar" um jovem, alguns ali levantaram a mão e eu fiquei pensando "Graças a Deus, eu tenho mãe". Mas também nessa semana falaram muito sobre perdoar os pais, sobre chegar em casa e dizer pro pai e pra mãe "Eu te amo"
E no dia que ela faleceu, eu estava indo pra Santa Luzia, e eu iria falar pra ela que já estava saindo, mas ela estava conversando com meu pai, e se eu falasse que estava indo, meu pai iria achar ruim porque ele iria pensar que eu estava indo pra ficar na porta da igreja e ele não gosta e nisso eu saí sem falar nada.
E nisso, na homilia da missa, meu irmão ligou uma vez, duas, três e nisso o Thiago falou pra eu atender o celular e ver o que era, e na hora que eu atendi ele falou que a minha mãe desmaiou e que ela não estava respirando, nessa hora a gente chamou a Renatinha e ela me levou de carro pra casa. Chegando lá eu vi uma aglomeração na frente da minha casa e a ambulância do SAMU na porta de casa e na hora que eu entrei ela estava deitada no chão da sala e na hora eu lembrei muito de Nossa Senhora, de Maria, pedi ajuda pra Deus, mas eu percebi que a saúde da minha mãe não era muito forte e que naquela semana ela estava muito fraca, e alí os médicos tentaram reanimar e levaram ela pro hospital e chegando lá... enfim, ela faleceu.
E eu não sei explicar, foi muita força de Deus, em casa, eu fui o que ficou mais forte, foi Deus mesmo pra dar essa força pra mim, até meu pai, eu via que ele tava muito abalado, mas eu estava muito forte pra quem perdeu uma mãe e quem me deu muita força foi o pessoal da juventude, e não só o pessoal da minha comunidade mas o pessoal das outras comunidades indo no velório e no enterro da minha mãe e ali eu percebi que tinha amigos pra hora que eu precisasse, até os meus amigos que não são da igreja estavam lá, e eu vi que o pessoal gosta muito de mim porque na hora que eu mais precisei deles, estavam todos lá me dando forças e esse momento foi muito marcante na perda da minha mãe.
Eu ainda continuo muito forte, pois eu acredito que ela está num lugar melhor e nós que não estamos num lugar muito bom, mas penso muito em fazer a minha vida agora e um dia poder reencontrar ela num lugar bem melhor onde ela está.
Por isso, dê valor a seu pai, dê valor a sua mãe, dê valor aos seus familiares, dê valor aos seus amigos. Não deixe perdê-los para dar valor, porque eles são um bem precioso muito mais que um diamante.


J: Em relação a sua vida profissional, o que você almeja?


E: Eu comecei a trabalhar bem cedo, com 16 anos e eu fui o primeiro dos filhos da minha casa a ter um emprego com carteira registrada que era um sonho da minha mãe e do meu pai, e nisso trabalhei num hotel, depois no Hospital São Luiz, após isso trabalhei 9 meses na mesma empresa que meu irmão trabalha e me chamaram de volta pro hotel, e não é qualquer um que é chamado de volta, nessa época eu já estava na igreja.
Eu queria fazer faculdade quando eu fiz 18 anos, não consegui, mas com 19 anos quando já estava no hotel eu procurei a área de Logística que eu vi que cresce bastante.
Acho muito cansativo o meu trabalho com o estudo e sem falar que perco várias oportunidades da igreja por causa do meu serviço, tenho que pedir antecipadamente pra ir pra TLC, retiros ou algum outro evento da igreja, mas como trabalho aos finais de semana, não consigo estar em todos. 
Então penso em Janeiro pegar as minhas férias, esfriar a minha cabeça, pois foi um ano bem difícil pra mim e no ano que vem já entrar numa outra área, como esse ano eu já me formo em logística, eu pretendo entrar na área de Engenharia, se Deus quiser.
O meu objetivo é trilhar minha carreira como engenheiro e construir minha família.


J: Dentro do JORRES quais são as funções que você exerce e o quanto isso foi importante pra você e pro grupo?


E: Eu entrei pro Ministério de Eventos a convite da Michele, da Jéssica e do Fê, antes eu queria entrar mas não conseguia por causa do meu trabalho. Mas esse ano após o TLC, o pessoal me elogiou bastante e me convidou pra participar e eu aceitei o convite, mas fico ainda um pouco receoso porque não consigo estar em todos os momentos, um exemplo disso foi o luau que era um evento muito importante e que já me chamaram pra ajudar, nisso me chamaram pras reuniões e me passaram tudo o que iria acontecer e do que iria precisar e começamos a organizar.
O que eu vejo que colaborei bastante foi com a "Força tarefa", precisávamos de um carro, eu falei com o meu irmão e peguei o dele e corremos atrás do que precisava. Também ajudei na decoração que era algo que o ministério precisava de muita ajuda.


J: O que você ainda não fez no JORRES que gostaria de fazer a curto, médio ou longo prazo?


E: Eu vejo a longo prazo... Tem pessoas que entraram e deixaram a sua marca, como eu ouço muito as pessoas falando do Maurício, do Alex, do Junão... são pessoas que deixaram a marca deles no JORRES e eu queria a longo prazo também deixar a minha marca, me tornar um pregador e deixar uma lembrança minha no JORRES, mas isso eu almejo pro futuro, se Deus quiser, quero deixar essa marca pra ser lembrada um dia como um jovem que se empenhou nas missões e deixou a sua marca no JORRES.


J: Agora gostaríamos de uma mensagem do Van para a juventude da Paróquia São Pedro: 










Edição, Redação, Fotos e Idealização: Ministério Jorres de Comunicação

Deus abençoe a todos os nossos leitores, ;D

Um comentário:

  1. Eitaaa Deus! Que alegria ler essa entrevista! BENDITO SEJA DEUS!!! Sei bem irmão o quanto não foi fácil o caminho e tenho algo a dizer.. NUNCA SERÁ! hehe.. Talvez seja o caminho mais dificil.. mas é o UNICO! Deus Te Ama muitooo! Pode contar comigo.. sabe que te amo muito.. Deus abencoeee!! Shalom! William R.

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