ENTREVISTAS & CONQUISTAS
20ª Edição: Maio/12
"Márcia: cheia de manias, molecagens, poses e fé. Podes Márcia, Maria ser tu, ó mulher? Márcia, de Maria exemplo és..."
J: Quem é a Márcia?
M: A Márcia é a mãe do Pedro,
uma super mãezona, esposa e uma mulher que hoje acredita que a família é muito
importante. Sou verdadeira, sincera, falo o que penso... Quem não me conhece
acha que sou ignorante, mas não sou não. Sou muito brincalhona, mas quando
tenho que falar sério eu falo sério. Tenho poucos, mas bons amigos. Sou trabalhadora
e corro atrás dos meus objetivos e tenho muita fé em Deus e em nossa Senhora.
J: E como foi sua entrada para
família Jorres?
M: Na verdade eu sempre estive
na Igreja então aconteceu naturalmente, pela fase da catequese, perseverança,
até chegar ao grupo de jovens. E não foi pela dor, acho que foi mais pelo amor
mesmo (risos).
J: E quais os momento
inesquecíveis?
M: Estava tão feliz de ter
feito meu TLC, que fui no Habibis e gastei 50 reais de onde não tinha (risos),
mas foi de coração. A união do Jorres, de ajuntar dinheiro e comprar uma
tubaína pra todo mundo, de ajudar ao próximo...
Exemplo disso era o sopão para as pessoas carentes que a juventude
ajudava. E lógico as festas e filmes na casa da galera, e quero que meu filho
Pedro participe de tudo isso um dia, pois foi importante para minha vida e
tenho certeza que vai ser pra vida dele também.
J: E quais foram seus trabalhos
no Jorres?
M: Nossa só de lembrar, me da
saudades... Eu amava participar dos teatros feitos pelo grupo, dos ensaios, risadas,
danças, e tinha muito prazer em fazer parte da acolhida também, onde recepcionávamos
as pessoas na Missa, e os jovens no Jorres.
J: Saudades?
M: Sim, tenho saudades do que
vejo hoje em vocês: dos verdadeiros amigos, dos momentos de oração, dos fins de
semana na praça da Igreja. De combinar os almoços um dia na casa de um, e um
dia no outro, das festinhas, e claro fazendo sempre os trabalhos beneficentes
da comunidade, mais nunca deixando de ser jovem e feliz.
J: O que você tirou de
aprendizado da Família Jorres?
M: Tirei tantas coisas... E o
que vou levar sempre comigo é que devemos ser a mesma pessoa em todos os
lugares, ter discernimento, e que posso ser feliz na mesma medida que uma
pessoa que bebe sem eu beber, pois gosto muito de festas, e já fui à muitas, e
sempre levei comigo o que o Junão falava que não evangelizaríamos ninguém
dentro da igreja e sim lá fora, e procurava fazer muito isso: ser feliz mas ser
diferente. Uma jovem diferente que tem Deus no coração e sabe ser feliz
buscando jovens para conhecer Deus.
J: E a Marcia Mãe?
M: Quando estamos na época da
juventude, sempre guardamos datas ou viagens mais marcantes e felizes das
nossas vidas... Mas hoje que tenho o Pedro é diferente, pois todos os dias são marcantes
na minha vida. Não tem viajem que supra o momento que fiquei sabendo que seria
mãe, o momento do parto, e quando olhei seu rostinho pela primeira vez. E esse
ano o dia das mães foi muito especial, pois eu e meu marido e o Pedrinho
estávamos indo para casa dos meus familiares e o carro quebrou na frente do
shopping Campo Limpo, e o guincho não chegava e já estava na hora do almoço do
dia das mães em família. Então peguei meu cartão entrei no shopping comprei uma
marmitinha e almoçamos dentro do carro quebrado, e foi muito feliz passar o Dia
das Mães assim, eu o Diego e o Pedrinho, dentro do carro quebrado (risos).
J: E a Sua Familia?
M: É tudo para mim, meus pais
Joca e Bel, minha irmã Marta e não tenho vergonha de falar que os amo demais, e
que são fundamentais em minha vida. Hoje tenho também o meu filho Pedrinho e
meu Marido Diego que amo muito e mesmo nas dificuldades, enfrentamos juntos para
melhorar nossa vida no dia-a-dia. Tanto que esse ano fizemos encontro do ECC, e
foi uma experiência única e linda na minha vida de casada junto com DEUS.
J: E a Márcia profissionalmente?
M: Sou vendedora de sapados da
Schutz, relacionado à moda, onde amo trabalhar com a equipe que estou, e ajudo
meu marido a vender marmitinha no shopping para os lojistas. E futuramente sonho em abrir alguma coisa
relacionada a vendas, pois amo e é o que eu sei fazer e quero dar um futuro bem
melhor para meu filho.
J: Você se considera mais feliz
hoje ou antes de ser Mãe?
M: Os dois, e claro que não tem
comparação. Já aprontei muito na minha juventude, e com o Negão junto... Em uma
dessas, eu tinha uma amiga que a mãe dela tinha dado o dinheiro para ela pagar
as contas de casa, ai ela chamou eu e o Negão e em vez de pagarmos a conta ela
foi e comprou 2 patins e disse que não era para falarmos para ninguém. Mas no final a mãe dela descobriu, contou para
minha mãe e para a do Leandro e tomamos um coro, mas um coro pra nunca mais
fazermos isso .
Fora que eu era muito medinguinha (risos), pois tudo
que o Leandro achava ele colocava no meu cabelo, era grampo, arranjo, Chiquinha,
e eu não tinha noção de nada, e íamos ate o Campo Limpo, e eu parecendo uma
arvore de natal se achando a rainha do Marabá. E a última foi quando eu e o
Leandro pegamos o cartão da mãe dele e estouramos. Quando a fatura chegou não
tínhamos dinheiro pra pegar e pensa no desespero... Levamos anos para pagar o
cartão.
E como Mãe tudo é diferente e claro que todas essas
artes que fiz na juventude ficaram lá, e hoje como mãe me sinto completa, nada
me falta. Quando estou triste olho para meu filho e tudo muda, tudo fica mais
lindo e feliz.
J: Ser Jorres é?




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