ENTREVISTAS & CONQUISTAS
21ª Edição: Junho12
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| Edilson Ribeiro |
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| Lilian Costa |
"E num domingo onde o Sol queria protagonizar, encontramos Lilian, Edilson e a linda Gigi... O brilho dessa família ofuscou o do Sol. E nós, Jorres, corremos para essa luz para ouvir o que eles têm de tão especial, de tão brilhante."
J: Como foi a entrada de vocês no Jorres?
L: Eu Fazia crisma e meu catequista foi o Cícero... Nas últimas
semanas ele teve uma ideia de montar um grupo de Jovens, mas ainda não se
chamava Jorres. Depois de nos apresentar a ideia e de nos convidar, eu não me
interessei muito, pois não queria deixar de ir nas festas de sábado só para ir
em grupo de Jovens e ter compromissos chatos. Mas no segundo grupo fui,
participei e comecei a gostar. Ai então, eu fui ficando, fui ficando... E
quando percebi já estava dentro do Jorres, e permaneci nele 3 anos especiais da
minha vida.
E: A minha foi a mais inusitada de todas, pois frequentava o bar
que tinha do lado da casa do Junão e estava sempre lá. E o Junão sempre me
chamou para ir para a Igreja, e eu fugia sempre. Em 2000 foi onde tudo começou.
Estava eu sábado a tarde em cima da laje de casa esperando minha namorada, e vi
um povo louco saindo da igreja, cantando e louvando músicas de Deus, e eu olhei
aquilo e falei que todo mundo era louco. Ali comecei a ver personagens doidos, como
Piu, Fábio, e o Mauricio, e aquilo me balançou, pois andava com esses meninos
aqui fora e tocávamos em um grupo de pagode, tanto que o meu papel no grupo de
Samba era Roadie (risos), e do nada vejo eles ali, cantando outras músicas que
não era do mundo e sim de Deus. Fiquei mega curioso e com vontade de ir lá, e o
que veio na minha cabeça foi ir ate lá no próximo sábado saber o que tinha de
tão bom que deixava os jovens felizes,e
sábado seguinte fui,entrei na igreja ,fiquei de fininho vi todo mundo ,e o
grupo rolando,tanto que estava sendo
feito pelo Piu e o Fabio, e lembro que o tema
era sobre amizade, e aquilo me tocou. Acabou o grupo tentei sair de
fininho, só que o Junão me pegou e pediu para eu esperar, e o Junão vira pra
mim e pro Mauricio e fala: “vocês estão preparados? Pois semana que vem vocês
vão fazer o grupo..” Ai quase morri! Mas
aceitei o convite e o Mauricio me ajudou, ficamos a semana inteira bolando o
grupo, e foi tudo maravilhoso, tanto que queria mais, mais e mais, e queria também
levar pessoas para dentro do grupo e fazer eles sentir aquilo que eu senti
quando entrei, e levei muita gente, tanto que tentei levar minha namorada e ela
não quis pois era evangélica. Ai virei pra ela e disse: “então querida,cada um
no seu quadrado”. E assim segui no Jorres.
J: Quais eram seus trabalhos dentro do Jorres?
L: Olha, eu fazia de tudo um pouco... Fazíamos tudo juntos: Na Missa
do Jovens fazíamos teatros, danças, ajudávamos nas quermesses... E queria ter
ajudado muito mais, mas o pouco que fiz dentro dessa Família aprendi muitas
coisas para minha vida.
E: Amava pregar e fazer teatro. Mas participei também do Quilo, do
acolhimento, e quase virei coordenador do TLC, foi por pouco (risos).
J: O que te chamava a atenção no Jorres?
L: Café da manhã,quando acordávamos os jovens de manhã em suas
casas,nossa era muito bom,éramos amigos
mesmo,uma família,e morro de saudade de tudo.
E: Olha, a Garra que o Junão tinha ,não estou desprezando os outros
coordenadores,pois todos teve e tem sua importância e são fundamentais para que
o Jorres continue seguindo,mais o Junão foi o exemplo de força,perseverança,amizade,e de
não desistir.
J: Quais os momentos mais marcantes no Jorres?
L: A minha entrada no jorres me marcou muito, tinha 100 jovens no
salão e o Junão estava inspirado. E o louvor, a pregação... Pegou fogo. E tem
um momento em que já não estava mais no Jorres, foi quando fui chamada para dar
um testemunho de como eu estava e o que o jorres marcou e mudou na minha vida, e
isso me marcou muito.
E: A primeira foi do Caixão (risos), pois o Jorres estava com quase
100 pessoas, e do nada caiu para 15, e na época os coordenadores Junão e o
Cleber se desesperara, pois os jovens estavam frios na caminhada, e tínhamos
que bolar uma ideia para chamar a atenção deles. O Junão me chamou, pois
ajudava muito ele, e disse que estava com uma ideia de levar um caixão para o
grupo, e disse que queria mostrar que o grupo estava morto, e foi o que aconteceu.
Conseguimos um caixão, colocamos dentro da salinha, colocamos 4 velas em volta,
nos vestimos com capuz preto e ele pedia para os jovens entrarem na sala e
olharem para dentro do caixão e dizia que o grupo estava morto, e o Junão
gritava: acabou, acabou, o grupo acabou e o morto é você, e muitos choravam, ficavam
com medo, mais o sentido do caixão era
dizer que o Jorres estava morto e olhando pelo espelho os jovens viam seus
rostos, e isso deu tanto certo que no outro sábado tinha 80 jovens no grupo (risos).
O outro foi um teatro do Jovem ensanguentado. Eu fazia o papel de um jovem tranquilo,
playboy, e depois aparecia todo rasgado, e ensanguentado, pois o mundo o
deixava assim, tanto que minha mãe me chamou de doido, pois um sábado estava
normal em casa e no outro rasgava roupas (risos).
J: Saudades?
L: Tenho saudades de tudo: Amigos, risadas, do Negão, da Thaty, da
Michelle, Elielza, do batata com suas coreografia, nossa de tantas coisas, pessoas
e momentos que não caberia se falasse aqui.
E: De tudo, a Família Jorres foi um dos melhores momentos da minha
vida, pois aprendi muito, ensinei, e só sabe de tudo isso quem passou por lá, quem
viveu, e quem amou, pois lá fiz meus melhores amigos que são meus amigos até
hoje. Construí minha base e sou grato a Deus e ao Jorres, pois se sou e se tenho
o que tenho hoje, foi devida a minha busca e aos meus amigos de lá. E hoje,
tenho muita, mais muitas saudades de tudo.
J: E profissionalmente?
L: Trabalho na área financeira e sou analista financeira, amo o que
faço. Cada passo, desde ligar o Computador, tirar comprovante de pagamento
feito, agendar pagamento, amo essa rotina do dia a dia.
E: Amo trabalhar com a segurança do trabalho, e estou muito feliz, tanto
que lá estou a 9 anos. E profissionalmente estou realizado, pois busquei pra
estar onde estou hoje.
J: Você acha que mudou algo No
Jorres da sua época na de hoje?
L: Sim, mudou muito, principalmente
em questão de oração, e comprometimento. Não que naquela época não tinha, pois
o Junão pegava muito no nosso pé, não por que ele era chato e sim por que
queria nos ajudar. Mas naquela época era mais diversão, e hoje vejo que vocês
ajudam muito o próximo, orfanato e sabem dividir as coisas.
E: Naquela época muitos dos meninos queriam ser Padre. Eu por
exemplo (risos), quase fui, mas fui salvo (risos). Pois ser Padre é vocação, e
nós agíamos por impulso, e hoje vejo que os meninos são mais comprometidos com
a oração e com os trabalhos pastorais dentro da Igreja.
J: De Lilian para Edilson?
L: Eu e ele participamos em épocas diferentes do Jorres. Assim que eu
sai, ele entrou no grupo e por incrível que pareça, o Leandro está em
todas(risos). E ele me convidou para passar o ano novo na casa do Edilson, e
fui, só que o melhor é que o Negão sumiu, e eu fiquei lá sozinha na festa de Ano
Novo. E foi ali que tudo começou... Começamos
a namorar, e com o Edilson retornei à Igreja, fiz meu TLC, experiência linda e
única. Por esse amor engravidei da minha princesinha Giovanna e cassamos em
seguida, e hoje posso falar que sou uma mulher realizada, e agradeço a DEUS
todos os dias por isso.
J: De Edilson para Lilian?
E: Uma grande mulher que me ajuda em tudo, e olha pra vocês verem
são 6 anos de casados sem brigas, nem sei o que é brigar com ela, e tem dias
que às 05:00 da manhã que a Lilian e a Gigi, acordam de mal humor e eu com
minha dança de cobra tento animar as
duas, e enquanto a Lilian está sentada no trono, no banheiro (risos), vou lá, abro
a porta e faço a dança da cobrinha com a Giovanna no colo. Sei que é puxado
para mim e para elas a rotina do dia a dia, mas sempre penso em fazê-las
ficarem bem e tento tirar um sorriso do rosto delas.
J: O que o Jorres representou para Vocês como casal?
E: Amizade e Família. Eu e a Li somos amigos no nosso
relacionamento, e isso aprendemos muito no Jorres, o ser amigos, a confiança um
para com o outro, e tanto que tenho certeza que se eu não tivesse entrado no
Jorres, eu não seria e não teria a família que tenho hoje.
L: Representou o sentido de amizade e de união. De ajudar o próximo!
E na família temos uma base de amizade, no casamento, o companheirismo, o
respeito, o ser amigo: Entre nos dois e em nossa família.
J: Deste Casamento nasceu a linda Gigi. O que vocês dizem sobre a Filha
de vocês?
L: É o melhor de nos dois.
E: Quando eu estava com
câncer e a Lilian estava grávida da Gigi, foi o momento mais difícil da minha
vida. Foi o único momento que me lembro de que fiquei mal, pois sou alegre, mas
a doença me deixou para baixo, e a chegada dela foi meu remédio e minha
força... Coisa de DEUS, e só quem é pai sabe do que estou falando.
J: Deixem uma mensagem para o Jorres:
L e E:
Deus abençoe a todos os nossos leitores, ;D





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