sexta-feira, junho 22, 2012

Entrevista de Junho/12






REVISTA JORRES
ENTREVISTAS & CONQUISTAS
 

21ª Edição: Junho12

Edilson Ribeiro

Lilian Costa


"E num domingo onde o Sol queria protagonizar, encontramos Lilian, Edilson e a linda Gigi... O brilho dessa família ofuscou o do Sol. E nós, Jorres, corremos para essa luz para ouvir o que eles têm de tão especial, de tão brilhante."


J: Como foi a entrada de vocês no Jorres?

L: Eu Fazia crisma e meu catequista foi o Cícero... Nas últimas semanas ele teve uma ideia de montar um grupo de Jovens, mas ainda não se chamava Jorres. Depois de nos apresentar a ideia e de nos convidar, eu não me interessei muito, pois não queria deixar de ir nas festas de sábado só para ir em grupo de Jovens e ter compromissos chatos. Mas no segundo grupo fui, participei e comecei a gostar. Ai então, eu fui ficando, fui ficando... E quando percebi já estava dentro do Jorres, e permaneci nele 3 anos especiais da minha vida.

E: A minha foi a mais inusitada de todas, pois frequentava o bar que tinha do lado da casa do Junão e estava sempre lá. E o Junão sempre me chamou para ir para a Igreja, e eu fugia sempre. Em 2000 foi onde tudo começou. Estava eu sábado a tarde em cima da laje de casa esperando minha namorada, e vi um povo louco saindo da igreja, cantando e louvando músicas de Deus, e eu olhei aquilo e falei que todo mundo era louco. Ali comecei a ver personagens doidos, como Piu, Fábio, e o Mauricio, e aquilo me balançou, pois andava com esses meninos aqui fora e tocávamos em um grupo de pagode, tanto que o meu papel no grupo de Samba era Roadie (risos), e do nada vejo eles ali, cantando outras músicas que não era do mundo e sim de Deus. Fiquei mega curioso e com vontade de ir lá, e o que veio na minha cabeça foi ir ate lá no próximo sábado saber o que tinha de tão bom que deixava os  jovens felizes,e sábado seguinte fui,entrei na igreja ,fiquei de fininho vi todo mundo ,e o grupo rolando,tanto que  estava sendo feito pelo Piu e o Fabio, e lembro que o tema  era sobre amizade, e aquilo me tocou. Acabou o grupo tentei sair de fininho, só que o Junão me pegou e pediu para eu esperar, e o Junão vira pra mim e pro Mauricio e fala: “vocês estão preparados? Pois semana que vem vocês vão fazer o grupo..” Ai  quase morri! Mas aceitei o convite e o Mauricio me ajudou, ficamos a semana inteira bolando o grupo, e foi tudo maravilhoso, tanto que queria mais, mais e mais, e queria também levar pessoas para dentro do grupo e fazer eles sentir aquilo que eu senti quando entrei, e levei muita gente, tanto que tentei levar minha namorada e ela não quis pois era evangélica. Ai virei pra ela e disse: “então querida,cada um no seu quadrado”. E assim segui no Jorres.

J: Quais eram seus trabalhos dentro do Jorres?

L: Olha, eu fazia de tudo um pouco... Fazíamos tudo juntos: Na Missa do Jovens fazíamos teatros, danças, ajudávamos nas quermesses... E queria ter ajudado muito mais, mas o pouco que fiz dentro dessa Família aprendi muitas coisas para minha vida.

E: Amava pregar e fazer teatro. Mas participei também do Quilo, do acolhimento, e quase virei coordenador do TLC, foi por pouco (risos).

J: O que te chamava a atenção no Jorres?

L: Café da manhã,quando acordávamos os jovens de manhã em suas casas,nossa era muito  bom,éramos amigos mesmo,uma família,e morro de saudade de tudo.

E: Olha, a Garra que o Junão tinha ,não estou desprezando os outros coordenadores,pois todos teve e tem sua importância e são fundamentais para que o Jorres continue seguindo,mais o Junão foi  o exemplo de força,perseverança,amizade,e de não desistir.

J: Quais os momentos mais marcantes no Jorres?

L: A minha entrada no jorres me marcou muito, tinha 100 jovens no salão e o Junão estava inspirado. E o louvor, a pregação... Pegou fogo. E tem um momento em que já não estava mais no Jorres, foi quando fui chamada para dar um testemunho de como eu estava e o que o jorres marcou e mudou na minha vida, e isso me marcou muito.

E: A primeira foi do Caixão (risos), pois o Jorres estava com quase 100 pessoas, e do nada caiu para 15, e na época os coordenadores Junão e o Cleber se desesperara, pois os jovens estavam frios na caminhada, e tínhamos que bolar uma ideia para chamar a atenção deles. O Junão me chamou, pois ajudava muito ele, e disse que estava com uma ideia de levar um caixão para o grupo, e disse que queria mostrar que o grupo estava morto, e foi o que aconteceu. Conseguimos um caixão, colocamos dentro da salinha, colocamos 4 velas em volta, nos vestimos com capuz preto e ele pedia para os jovens entrarem na sala e olharem para dentro do caixão e dizia que o grupo estava morto, e o Junão gritava: acabou, acabou, o grupo acabou e o morto é você, e muitos choravam, ficavam com medo, mais o  sentido do caixão era dizer que o Jorres estava morto e olhando pelo espelho os jovens viam seus rostos, e isso deu tanto certo que no outro sábado tinha 80 jovens no grupo (risos). O outro foi um teatro do Jovem ensanguentado. Eu fazia o papel de um jovem tranquilo, playboy, e depois aparecia todo rasgado, e ensanguentado, pois o mundo o deixava assim, tanto que minha mãe me chamou de doido, pois um sábado estava normal em casa e no outro rasgava roupas (risos).

J: Saudades?

L: Tenho saudades de tudo: Amigos, risadas, do Negão, da Thaty, da Michelle, Elielza, do batata com suas coreografia, nossa de tantas coisas, pessoas e momentos que não caberia se falasse aqui.

E: De tudo, a Família Jorres foi um dos melhores momentos da minha vida, pois aprendi muito, ensinei, e só sabe de tudo isso quem passou por lá, quem viveu, e quem amou, pois lá fiz meus melhores amigos que são meus amigos até hoje. Construí minha base e sou grato a Deus e ao Jorres, pois se sou e se tenho o que tenho hoje, foi devida a minha busca e aos meus amigos de lá. E hoje, tenho muita, mais muitas saudades de tudo.



J: E profissionalmente?

L: Trabalho na área financeira e sou analista financeira, amo o que faço. Cada passo, desde ligar o Computador, tirar comprovante de pagamento feito, agendar pagamento, amo essa rotina do dia a dia.

E: Amo trabalhar com a segurança do trabalho, e estou muito feliz, tanto que lá estou a 9 anos. E profissionalmente estou realizado, pois busquei pra estar onde estou hoje.


J: Você  acha que mudou algo No Jorres da sua época na de hoje?

L: Sim, mudou muito, principalmente em questão de oração, e comprometimento. Não que naquela época não tinha, pois o Junão pegava muito no nosso pé, não por que ele era chato e sim por que queria nos ajudar. Mas naquela época era mais diversão, e hoje vejo que vocês ajudam muito o próximo, orfanato e sabem dividir as coisas.

E: Naquela época muitos dos meninos queriam ser Padre. Eu por exemplo (risos), quase fui, mas fui salvo (risos). Pois ser Padre é vocação, e nós agíamos por impulso, e hoje vejo que os meninos são mais comprometidos com a oração e com os trabalhos pastorais dentro da Igreja.

J: De Lilian para Edilson?

L: Eu e ele participamos em épocas diferentes do Jorres. Assim que eu sai, ele entrou no grupo e por incrível que pareça, o Leandro está em todas(risos). E ele me convidou para passar o ano novo na casa do Edilson, e fui, só que o melhor é que o Negão sumiu, e eu fiquei lá sozinha na festa de Ano Novo. E  foi ali que tudo começou... Começamos a namorar, e com o Edilson retornei à Igreja, fiz meu TLC, experiência linda e única. Por esse amor engravidei da minha princesinha Giovanna e cassamos em seguida, e hoje posso falar que sou uma mulher realizada, e agradeço a DEUS todos os dias por isso.

J: De Edilson para Lilian?

E: Uma grande mulher que me ajuda em tudo, e olha pra vocês verem são 6 anos de casados sem brigas, nem sei o que é brigar com ela, e tem dias que às 05:00 da manhã que a Lilian e a Gigi, acordam de mal humor e eu com minha dança  de cobra tento animar as duas, e enquanto a Lilian está sentada no trono, no banheiro (risos), vou lá, abro a porta e faço a dança da cobrinha com a Giovanna no colo. Sei que é puxado para mim e para elas a rotina do dia a dia, mas sempre penso em fazê-las ficarem bem e tento tirar um sorriso do rosto delas.

J: O que o Jorres representou para Vocês como casal?
E: Amizade e Família. Eu e a Li somos amigos no nosso relacionamento, e isso aprendemos muito no Jorres, o ser amigos, a confiança um para com o outro, e tanto que tenho certeza que se eu não tivesse entrado no Jorres, eu não seria e não teria a família que tenho hoje.

L: Representou o sentido de amizade e de união. De ajudar o próximo! E na família temos uma base de amizade, no casamento, o companheirismo, o respeito, o ser amigo: Entre nos dois e em nossa família.

J: Deste Casamento nasceu a linda Gigi. O que vocês dizem sobre a Filha de vocês?

L: É o melhor de nos dois.

E: Quando eu estava com câncer e a Lilian estava grávida da Gigi, foi o momento mais difícil da minha vida. Foi o único momento que me lembro de que fiquei mal, pois sou alegre, mas a doença me deixou para baixo, e a chegada dela foi meu remédio e minha força... Coisa de DEUS, e só quem é pai sabe do que estou falando.

J: Deixem uma mensagem para o Jorres:

L e E: 

 









 

Edição, Redação, Fotos e Idealização: Ministério Jorres de Comunicação
Deus abençoe a todos os nossos leitores, ;D

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